Olá meninas :)
Quero partilhar convosco uma atividade que desenvolvi com as crianças. Esta atividade consistia na aprendizagem de uma música sobre a família com o acompanhamento de instrumentos, uma vez que durante esta semana a temática era a “Família”.
Os instrumentos que as crianças utilizaram foram realizados por eles no dia anterior e consistia em cortar garrafas em tiras.
Para a minha intervenção estabeleci quatro objetivos centrados nas crianças, tendo por base a planificação, execução e avaliação, sendo que os apresentarei um a um.
1 As crianças devem ser capazes de planificar as atividades;
a. Tomam decisões relativamente a como querem aprender a música;
b. Tomam decisões relativamente ao momento da música em que tocam.
Relativamente a este objetivo, as crianças conseguiram cumpri-lo, uma vez que referiram que gostavam de aprender a música na íntegra, repetindo comigo até a conseguirem cantar sozinhos. Assim que as crianças aprenderam a música, questionei-as relativamente ao momento em que deveriam tocar os instrumentos, ao qual estas referiram que queriam tocar os instrumentos no fim de cada verso.
O segundo objetivo que defini para a minha intervenção foi:
2. As crianças devem ser capazes de executar a apresentação autonomamente;
a. Cantam a canção sozinhos;
b. Tocam os instrumentos sem a ajuda do adulto.
As crianças apresentaram alguma dificuldade em cantar sozinhos, principalmente alguns versos da música. No entanto, foram capazes de tocar os instrumentos sem ajuda do adulto e no momento em que tinham planificado.
O terceiro objetivo consistia na avaliação da atividade.
3. As crianças devem ser capazes de refletir sobre as suas ações;
a. Avaliam o seu desempenho e o dos colegas;
b. Referem os aspetos negativos e positivos que ocorreram durante a música.
Relativamente à avaliação as crianças foram capazes de identificar as suas dificuldades, mostrando que foram capazes de compreender o objetivo da atividade e de analisar se conseguiram ou não atingir esse objetivo. Ou seja, as crianças tinham estabelecido a forma como queriam aprender a música e, no fim, foram capazes de especificar claramente qual a sua dificuldade e mostrando que são capazes de “pensar depois”, sendo que a dificuldade que especificaram consistiu na interiorização do quarto verso da música. Para além disto, as crianças foram capazes de avaliar o empenho dos restantes colegas, informando que algumas crianças não cantaram continuadamente a música.
Com base nos meus objetivos, gostaria de saber:
· Que outros aspetos poderia ter colocado na fase da planificação, execução e avaliação para atingir ainda mais objetivos com esta atividade.
Apresento-vos a música que desenvolvi com as crianças para que compreendam os meus objetivos e a dificuldade sentida pelas crianças.
Não há nada neste mundo
Que me faça feliz assim
Que ter a minha família
Sempre bem juntinha a mim
O meu pai, a minha mãe
Que nunca nos deixam sós
Os irmãos, primos e tios
Os avós e as avós
Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira.
Este é um tema pertinente a ser trabalhado na atualidade devido à diversidade cultural, cada vez mais notória na nossa sociedade. Para além disso, considero tratar-se de um assunto aliciante.
Esta sensibilização deve ser feita desde os primeiros anos de vida das crianças, para que estas desenvolvam: atitudes positivas de abertura à diversidade linguística e cultural, ficando motivadas para a aprendizagem de línguas; capacidades de ordem metalinguística e metacognitiva; cultura linguística, saberes relativos às línguas (cf. Martins, 2008 e Candelier, 2007).
Para levar a um envolvimento ativo e dinâmico das crianças decidi utilizar o jogo no Quadro Interativo, para trabalhar de uma forma lúdica a temática.
Tal como a diversidade cultural, as Novas Tecnologias da Comunicação (NTC) também fazem parte integrante do nosso quotidiano, assumindo um papel de extrema relevância, uma vez que facilita o acesso à informação, a comunicação entre as pessoas, trata-se de um instrumento apelativo, que desperta o interesse das crianças. Desta forma, considero uma mais-valia a sua utilização na sala de aula.
Perante o exposto anteriormente, coloco as seguintes questões:
Candelier (coord.), & et al. (2007). CARAP - Framework of reference for pluralistic approaches to languages and cultures. Graz: ECML (European Centre for Modern Languages).
Martins, F. (2008). Formação para a diversidade linguística - um estudo com futuros professores do 1º Ciclo do Ensino Básico. Tese de Doutoramento. Aveiro: Universidade Aveiro.
Raquel Dias
O contexto que estou a trabalhar é o Centro Escolar de Nossa Senhora do Pranto, em Ílhavo. A sala 1 é composta por um total de vinte e cinco crianças com idades compreendidas entre os três e cinco anos, sendo que quinze crianças são do sexo masculino e dez do sexo feminino.
Nos primeiros dias de observação senti alguma dificuldade de adaptação a este novo contexto. Penso que este facto se tenha devido a ter trabalhado no ano letivo anterior com crianças do 4º ano de escolaridade, ou seja, um nível etário diferente e consequentemente, alunos com interesses e comportamentos diferentes. Para além do que referi anteriormente, o facto de ter trabalhado com uma turma de 17 crianças permitiu uma maior interação, apoio individualizado e controlo do grupo ao nível das regras de convivência. Ao deparar-me com 25 crianças numa sala pequena surgiram algumas preocupações, senti que poderia vir a ter dificuldade em manter a ordem e o respeito mútuo e consequentemente um bom clima de trabalho.
Por vezes, há disputa entre as crianças que leva a pequenos desentendimentos mas que são geralmente resolvidos por elas, no entanto interferimos sempre que achamos pertinente. Segundo Katz e McClellan “os professores devem intervir tão pouco quanto possível, de forma que as crianças possam tentar resolver os seus problemas, mas com a frequência necessária de forma a assegurar que nenhuma criança caia num ciclo recorrente negativo.” (1996, p.22)
Decidimos implementar algumas estratégias, a salientar:
A constante adequação de estratégias contribuiu para que as crianças fossem progressivamente melhorando ao nível das atitudes, estando agora mais calmas e interessadas pelas atividades.
Como ainda existem algumas lacunas ao nível da competência social, gostava de saber se aplicaram alguma estratégia que achem que resulta e melhora o comportamento das crianças.
Katz, L. & McClellan, D. (1996). O papel do professor no desenvolvimento social das crianças. In: J. Formosinho, Educação Pré-Escolar: A construção social da moralidade. Lisboa: Texto Editora.
Raquel Dias