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Sábado, 30 de Novembro de 2013
Refletindo...

Olá meninas! :)


Venho aqui contar-vos um pouco da minha prática...            

            A minha primeira intervenção decorreu com imenso nervosismo, receio e sentimento de que não seria capaz de ultrapassar esta tarefa, por saber que estamos numa etapa determinante para o crescimento dos alunos e que seremos responsáveis por tudo isso. Terminado este primeiro dia senti os alunos com baixos níveis de implicação e, consequentemente, alguns alunos mais interessados nas suas tarefas paralelas, como pintar. A partir daqui percebi que não teria outra opção senão pôr “mãos à obra”, pesquisando, estudando e tentando perceber todo este processo.

Neste momento percebemos que nenhuma tarefa e nenhum conteúdo podem ser explorados sem que haja a devida contextualização, uma vez que é imprescindível que as crianças sejam motivadas para a aprendizagem. Para além disso, são crianças que saíram há pouco tempo da Educação Pré-escolar e por isso têm ainda necessidades muito próprias, precisando de uma atenção mais individualizada, por exemplo.

Na segunda semana tinha a meu cargo a introdução das sílabas e, atendendo às características apontadas anteriormente, precisávamos de um elemento motivador para esta exploração. Como tal, decidi deixar uma carta do nosso amigo “Mocho” (por ser a sala dos “mochinhos”) de forma a suscitar a curiosidade dos alunos para a “caixa de tesouros” das sílabas. Imediatamente pudemos sentir o entusiasmo das crianças, tornando toda esta aprendizagem muito mais agradável, para todos os intervenientes. Como estas atividades devem ser pensadas com encadeamento, durante a tarde criámos os diversos mapas para puderem chegar aos “tesouros”, como forma de trabalhar a orientação espacial e assim, presenciámos novamente bons níveis de implicação.

Nos dias seguintes pensámos em atividades mais lúdicas, tentando ir ao encontro dos interesses dos alunos. Constatando que as crianças precisavam de tempo para explorar os diversos materiais, neste dia iniciei a abordagem aos blocos lógicos com o momento de livre exploração. Neste momento senti que tinha realmente acertado pois todas as crianças evidenciavam motivação, alegria e orgulho nas suas construções. Com isto consegui que as crianças percebessem as diversas formas de poder agrupar aquele material, sem que estivessem apenas a ouvir uma aula maçadora. De seguida, fizemos a livre exploração do espaço exterior para que os alunos pudessem ter outro contacto com as figuras geométricas e perceber que elas também estão presentes no nosso quotidiano.

Nesta última semana tinha a meu cargo a introdução da letra L. Para haver motivação para esta aprendizagem decidi criar um e-mail do “Mocho”, onde contaria as suas novidades de fim de semana e pedia ajuda às nossas crianças para voltar “a fazer feliz o seu amigo Leão Leonel” que teria perdido a letra do seu nome. Comecei por fazer tocar uma espécie de campainha que fez suscitar a curiosidade das crianças, neste momento senti que estavam todas muito curiosas e na expectativa de saber o que traria aquele som. De seguida, mostrei o e-mail do nosso amigo e aí, vimos que todos estavam muito atentos e orgulhosos por terem recebido um “voto de confiança” e poderem trabalhar para ajudar, tornando toda esta aprendizagem muito mais agradável e com significado para todos.

 

Com isto, apenas mostro um pouco do nosso trabalho e algumas das estratégias utilizadas, que parecem trazer bons resultados, tanto para os alunos, como para nós.

Espero que ajude um pouco pois acredito que este é um ano desafiador e que nos provoca algum receio. No entanto, é extramente gratificante perceber o que estamos a construir e as conquistas de cada criança! J

 

 

Votos de bom trabalho para todas!

Beijinhos,

Marisa


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publicado por marisaasilva às 13:43
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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013
A Família ... aprendizagem de uma música

         

Olá meninas :)

 

            Quero partilhar convosco uma atividade que desenvolvi com as crianças. Esta atividade consistia na aprendizagem de uma música sobre a família com o acompanhamento de instrumentos, uma vez que durante esta semana a temática era a “Família”.

            Os instrumentos que as crianças utilizaram foram realizados por eles no dia anterior e consistia em cortar garrafas em tiras.

            Para a minha intervenção estabeleci quatro objetivos centrados nas crianças, tendo por base a planificação, execução e avaliação, sendo que os apresentarei um a um.

1           As crianças devem ser capazes de planificar as atividades;

a.      Tomam decisões relativamente a como querem aprender a música;

b.      Tomam decisões relativamente ao momento da música em que tocam.

Relativamente a este objetivo, as crianças conseguiram cumpri-lo, uma vez que referiram que gostavam de aprender a música na íntegra, repetindo comigo até a conseguirem cantar sozinhos. Assim que as crianças aprenderam a música, questionei-as relativamente ao momento em que deveriam tocar os instrumentos, ao qual estas referiram que queriam tocar os instrumentos no fim de cada verso.

            O segundo objetivo que defini para a minha intervenção foi:

2.             As crianças devem ser capazes de executar a apresentação autonomamente;

a.      Cantam a canção sozinhos;

b.      Tocam os instrumentos sem a ajuda do adulto.

As crianças apresentaram alguma dificuldade em cantar sozinhos, principalmente alguns versos da música. No entanto, foram capazes de tocar os instrumentos sem ajuda do adulto e no momento em que tinham planificado.

O terceiro objetivo consistia na avaliação da atividade.

3.             As crianças devem ser capazes de refletir sobre as suas ações;

a.      Avaliam o seu desempenho e o dos colegas;

b.      Referem os aspetos negativos e positivos que ocorreram durante a música.

Relativamente à avaliação as crianças foram capazes de identificar as suas dificuldades, mostrando que foram capazes de compreender o objetivo da atividade e de analisar se conseguiram ou não atingir esse objetivo. Ou seja, as crianças tinham estabelecido a forma como queriam aprender a música e, no fim, foram capazes de especificar claramente qual a sua dificuldade e mostrando que são capazes de “pensar depois”, sendo que a dificuldade que especificaram consistiu na interiorização do quarto verso da música. Para além disto, as crianças foram capazes de avaliar o empenho dos restantes colegas, informando que algumas crianças não cantaram continuadamente a música.

 

Com base nos meus objetivos, gostaria de saber:

·         Que outros aspetos poderia ter colocado na fase da planificação, execução e avaliação para atingir ainda mais objetivos com esta atividade.

 

Apresento-vos a música que desenvolvi com as crianças para que compreendam os meus objetivos e a dificuldade sentida pelas crianças.

 

Não há nada neste mundo

Que me faça feliz assim

Que ter a minha família

Sempre bem juntinha a mim

 

O meu pai, a minha mãe

Que nunca nos deixam sós

Os irmãos, primos e tios

Os avós e as avós

 

 

Continuação de um bom trabalho!

Beijinho.

Márcia Oliveira.

 


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publicado por mrmo às 18:51
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Temática do Projeto
         A temática do meu projeto de intervenção é “Sensibilização à Diversidade Linguística e Cultural, privilegiando a utilização do Quadro Interativo” e foi escolhida e estruturada em conjunto com a minha colega, Maria João Silva.

Este é um tema pertinente a ser trabalhado na atualidade devido à diversidade cultural, cada vez mais notória na nossa sociedade. Para além disso, considero tratar-se de um assunto aliciante.

Esta sensibilização deve ser feita desde os primeiros anos de vida das crianças, para que estas desenvolvam: atitudes positivas de abertura à diversidade linguística e cultural, ficando motivadas para a aprendizagem de línguas; capacidades de ordem metalinguística e metacognitiva; cultura linguística, saberes relativos às línguas (cf. Martins, 2008 e Candelier, 2007).

Para levar a um envolvimento ativo e dinâmico das crianças decidi utilizar o jogo no Quadro Interativo, para trabalhar de uma forma lúdica a temática.

Tal como a diversidade cultural, as Novas Tecnologias da Comunicação (NTC) também fazem parte integrante do nosso quotidiano, assumindo um papel de extrema relevância, uma vez que facilita o acesso à informação, a comunicação entre as pessoas, trata-se de um instrumento apelativo, que desperta o interesse das crianças. Desta forma, considero uma mais-valia a sua utilização na sala de aula.

 

Perante o exposto anteriormente, coloco as seguintes questões:

 

Candelier (coord.), & et al. (2007). CARAP - Framework of reference for pluralistic approaches to languages and cultures. Graz: ECML (European Centre for Modern Languages).

Martins, F. (2008). Formação para a diversidade linguística - um estudo com futuros professores do 1º Ciclo do Ensino Básico. Tese de Doutoramento. Aveiro: Universidade Aveiro.

 

Raquel Dias


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publicado por raquel-dias às 14:42
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Algumas estratégias utilizadas

       O contexto que estou a trabalhar é o Centro Escolar de Nossa Senhora do Pranto, em Ílhavo. A sala 1 é composta por um total de vinte e cinco crianças com idades compreendidas entre os três e cinco anos, sendo que quinze crianças são do sexo masculino e dez do sexo feminino.

        Nos primeiros dias de observação senti alguma dificuldade de adaptação a este novo contexto. Penso que este facto se tenha devido a ter trabalhado no ano letivo anterior com crianças do 4º ano de escolaridade, ou seja, um nível etário diferente e consequentemente, alunos com interesses e comportamentos diferentes. Para além do que referi anteriormente, o facto de ter trabalhado com uma turma de 17 crianças permitiu uma maior interação, apoio individualizado e controlo do grupo ao nível das regras de convivência. Ao deparar-me com 25 crianças numa sala pequena surgiram algumas preocupações, senti que poderia vir a ter dificuldade em manter a ordem e o respeito mútuo e consequentemente um bom clima de trabalho.

Por vezes, há disputa entre as crianças que leva a pequenos desentendimentos mas que são geralmente resolvidos por elas, no entanto interferimos sempre que achamos pertinente. Segundo Katz e McClellan “os professores devem intervir tão pouco quanto possível, de forma que as crianças possam tentar resolver os seus problemas, mas com a frequência necessária de forma a assegurar que nenhuma criança caia num ciclo recorrente negativo.” (1996, p.22)

O diálogo constante entre mim, a minha colega de trabalho e a educadora, permitiu refletir sobre os aspetos mais positivos e sobre os menos positivos, os principais problemas do grupo, bem como as características e interesses das crianças.

Decidimos implementar algumas estratégias, a salientar:

A constante adequação de estratégias contribuiu para que as crianças fossem progressivamente melhorando ao nível das atitudes, estando agora mais calmas e interessadas pelas atividades.

Como ainda existem algumas lacunas ao nível da competência social, gostava de saber se aplicaram alguma estratégia que achem que resulta e melhora o comportamento das crianças.

 

 

 

Katz, L. & McClellan, D. (1996). O papel do professor no desenvolvimento social das crianças. In: J. Formosinho, Educação Pré-Escolar: A construção social da moralidade. Lisboa: Texto Editora.

 

Raquel Dias


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publicado por raquel-dias às 12:32
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013
1º Sessão do projeto - O que é uma máquina

Olá, hoje vimos partilhar com vocês a 1.ª sessão oficial do nosso projeto. Nesta sessão as crianças estavam divididas em grupos de 3, cada grupo teria 3 objetos, e teria que classificá-los como máquinas e não máquinas

.

O objetivo foi desmistificar uma conceção alternativa sobre o facto de quando as crianças pensam em máquinas, imaginarem máquinas de lavar, carros, elevadores que são muito complexas e são movidas por motores (Buschel & Lenox, 2009), algo que sabemos não ser real, pois uma simples tesoura é uma máquina, e não tem motor, nem é deveras complexa. Além de ser uma conceção identificada pela literatura, também a pudemos comprovar na realização de uma entrevista semiestruturada, nas semanas anteriores, onde demos às crianças uma série de objetos para que estas pudessem escolher os que consideravam máquinas e não máquinas. Como podem imaginar, a maioria das crianças associou o termo “máquina” a objetos elétricos ou com um motor. Podem visualizar na imagem seguinte as ideias prévias das crianças:

 

Desta forma, pareceu-nos crucial ter como ponto de partida uma sessão que clarificasse o conceito de máquina, uma vez que o projeto será desenvolvido em torno de máquinas simples, permitindo assim um esclarecimento de conceitos e a desconstrução de algumas conceções alternativas que poderiam ser impeditivas na construção de algumas aprendizagens ao longo do projeto. Harlen (2008) afirma que o ensino das ciências desde os primeiros anos é essencial para que as crianças não criem ideias erradas, construídas intuitivamente desde cedo.

 

Bibliografia:

Buschel, A.; Lenox, S. (2009). Simple Machines – The Pulley System. Acedido a 20 de novembro em: http://www.personal.psu.edu/anb5027/blogs/di_block/The%20Pulley%2System.pdf

 

Harlen, W. (Ed.) (2010). Principles and big ideas of science education (pp. 6-50). Hatfield:Association for Science Education

 

 

E vocês que pensam do facto de termos iniciado o projeto desmistificando uma concepção alternativa das crianças sobre a temática?

Bom trabalho e beijinhos,

Ângela e Andreia


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publicado por angelasofia às 19:25
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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013
A Maior Flor do Mundo

 

 

Olá meninas!!

 

Vimos falar-vos e apresentar-vos o nosso projeto de intervenção referente à unidade curricular de SIEA2.

Assim sendo, este tem como temas principais a Sensibilização à Diversidade Linguística e Cultural (SDLC) e o Desenvolvimento Sustentável (DS). 

O nosso projeto partiu da leitura e compreensão da obra “A Maior Flor do Mundo" de José Saramago, sendo que através desta foi possível dar início à exploração das diferentes temáticas, ou seja, a dimensão ambiental do DS (problemas ambientais, animais em vias de extinção e plurilinguismo) e a dimensão económica do DS (Portugal na Europa e Portugal na União Europeia, consumo responsável, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e direitos linguísticos e culturais).

Como podem observar na imagem, ao longo do desenvolvimento das sessões do projeto, os trabalhos realizados pelos alunos foram expostos na sala, criando assim a ligação do nosso projeto. É visível a maior flor do mundo e o que esta representa (de acordo com a obra), onde os alunos escreveram nas suas folhas o que é possível fazer para proteger o Planeta, as flores com pétalas de diferentes cores representam a biografia linguística de cada aluno, onde em cada pétala os alunos escreveram as línguas que falam, as línguas com que já contactaram, as línguas que não gostam e aquelas que gostariam de aprender, formando assim o jardim linguístico da turma.

Em relação aos animais em vias de extinção, os alunos realizaram um trabalho de grupo, onde cada um realizou um cartaz sobre um animal em vias de extinção e, posteriormente afixou a sua imagem no seu país de origem.

Ainda no planisfério, foi localizado Portugal no Mundo, na Europa e os países que pertencem à União Europeia, assim como os países que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Ao longo das nossas sessões utilizámos alguns instrumentos de recolha de dados, nomeadamente, inquérito por questionário aos alunos, a biografia linguística, notas de campo, diário das descobertas, vídeogravação e fichas de sistematização.

Os alunos têm demonstrado interesse e curiosidade acerca destas temáticas e participam ativamente na execução das atividades e durante o diálogo que é realizado com eles.  

Beijinhos e continuação de um bom trabalho! J

 

 

Carla e Márcia 



publicado por marciaandreia às 17:03
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Reflexão intermédia

     Olá meninas J

 

  Venho-vos apresentar alguns dos aspetos que referi e refleti ao longo deste tempo de intervenção e que fazem parte da minha reflexão intermédia. Assim sendo, falarei um pouco das estratégias adotadas, dos aspetos positivos, das dificuldades sentidas e a importância do trabalho em díade.

     No final de todas estas intervenções já possível refletir sobre as estratégias utilizadas, se foram ou não adequadas, se facilitaram ou não o processo de ensino-aprendizagem e a própria implicação dos alunos nas atividades. As estratégias utlizadas são um fator essencial para que a atividade corra da melhor maneira e neste aspeto penso ter a necessidade de mudar algumas estratégias que adotei ao longo destas intervenções. Desta forma, penso ter que elaborar atividades mais práticas e menos aulas expositivas, penso que é necessário criar atividades em que os alunos estão implicados e se sintam bem no que estão a fazer ao mesmo tempo que estão a aprender. Outra estratégia que terei de ter em atenção nas minhas próximas intervenções e colocar em prática é modificar a disposição da sala consoante as atividades, para que estas corram da melhor maneira e consiga obter os resultados esperados em cada atividade.

     Um aspeto positivo que na minha opinião resultou muito bem na turma, apesar de terem sido poucas, durante a minha prática pedagógica, foi a criação de atividades lúdicas (como por exemplo, foi dado a cada aluno um texto descritivo, da biografia de José Saramago, desordenado e estes teriam de ordenar consoante a ordem cronológica dos acontecimentos. Com esta atividade os alunos estavam a conhecer um pouco da vida do escritor e ao mesmo tempo que aprendiam como se faz uma biografia, o que é necessário referir, mas de uma forma menos informal. Outra  dessas atividades foi numa aula de matemática em que para sistematizar um conteúdo novo realizamos um jogo interativo existente na plataforma online - escola virtual) e os trabalhos de grupo (acerca do passado do mio local). Esta turma mostrou muito entusiamo na realização de trabalhos de grupo e demonstraram grande interesse em apresentar o seu trabalho, a sua pesquisa e as suas conclusões aos colegas.

     Uma das dificuldades que senti ao longo da minha intervenção foi conseguir exprimir para os alunos segurança e confiança no que estava a fazer e a lecionar, fazendo assim com que os alunos sentissem essa insegurança e muitas vezes questionassem o que estava a fazer ou a dizer dizendo que era impossível ser assim, por exemplo. Uma forma para conseguir melhorar esta minha dificuldade poderá passar por estudar ainda mais os conteúdos, saber realmente o que vou tratar e principalmente apropriar-me dos recursos que levo para aula para que os consiga explorar com os alunos, da maneira mais correta, que resulte em aprendizagens significativas e para transmitir segurança e confiança no que estou a fazer.

     Relativamente à tipologia de trabalho adotada durante a minha intervenção, penso que foi, de certa forma, ao encontro da utilizada pela Professora Mena, uma vez que tentei sempre elaborar atividades diversificadas e que suscitassem interesse por parte dos alunos provocando assim uma participação mais ativa por parte dos alunos nas diferentes áreas.

    Toda a minha prática pedagógica tem sido partilhada em díade. Na minha opinião poder trabalhar em conjunto é uma mais-valia pois temos a possibilidade de trocar opiniões do que está certo, do que está errado, do que pode resultar ou não, das atividades que podemos realizar. Na minha opinião o trabalho colaborativo só traz vantagens, pois podemos partilhar conhecimentos e opiniões ao mesmo tempo que aprendemos com os conhecimentos e experiências do outro.

 

    Beijinhos e continuação de um bom trabalho!

    Márcia Santos



publicado por marciaandreia às 16:48
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Reflexão da minha prática pedagógica supervisionada

               Olá meninas!

 

Venho aqui partilhar convosco alguns aspetos que penso que são importantes e que fazem parte da minha reflexão intermédia.

Assim sendo, no início senti-me um pouco receosa, pois tive medo de não conseguir transmitir corretamente aos alunos os conteúdos e assim estes não conseguissem adquirir novos conhecimentos e aprender aquilo que eu lhes estava a lecionar. Por outro lado, também tive medo de não conseguir realizar o que tinha planificado e que os alunos saíssem prejudicados. Ao longo da minha intervenção senti que este receio ia diminuindo e assim foi possível que eu ficasse mais segura e confiante durante as aulas. Na minha opinião, um fator que contribuiu bastante para que eu conseguisse melhorar este aspeto foi o facto de eu preparar cada vez mais as minhas intervenções e estudar bem os descritores a lecionar, o que permitiu que eu fosse segura para as aulas e adotasse uma boa postura perante os alunos.

No que diz respeito à postura, penso que é boa, uma vez que falo num tom de voz adequado para que os alunos percebam bem o que estou a transmitir, demonstro alguma segurança e confiança, o que permite que os alunos respeitem o que digo e que eles próprios se sintam seguros e confiantes para participarem ativamente nas aulas e para que não tenham medo de errar. É ainda importante referir que penso ter conseguido criar uma boa relação com estes, onde existe respeito mútuo e que penso ter transmitido confiança e segurança para que as crianças pudessem falar comigo quando necessitassem e que percebessem que os ajudarei quando for preciso.

Em relação às estratégias adotadas, tento sempre com que os alunos estejam atentos ao que eu digo e por isso tento mostrar um tom de voz que lhes dê segurança, mas ao mesmo tempo que demonstre uma presença adulta e de respeito para que estes não aumentem o tom de voz e para que façam aquilo que eu digo, de forma a não existir desorganização e muito barulho na sala. Também tento sempre realizar atividades dinâmicas e interessantes com os alunos para que estes se sintam motivados, implicados e concentrados nas tarefas que estão a realizar (por exemplo, jogos interativos através da utilização do quadro interativo, realização de trabalhos de grupo, de trabalhos práticos - biografia linguística em forma de flor, visualização de vídeos, atividades que envolvam a expressão dramática, musical, plástica e motora).   

Outra das metodologias utilizadas e que também foi possível visualizar ao longo da fase de observação foi o facto de termos visto que é importante ter-se sempre em consideração os conhecimentos prévios dos alunos em relação ao tema a trabalhar e, por isso, tentei que antes de cada aula os alunos referissem o que conheciam acerca dos conteúdos, sendo possível assim relacioná-los com exemplos do dia-a-dia (por exemplo, de que forma posso distribuir oito livros que recebi no meu aniversário numa estante com oito prateleiras), de forma a que as crianças percebessem melhor o que eu queria que aprendessem. Também é essencial utilizar esta metodologia para que os alunos se sentissem implicados e interessados durante as aulas, participando ativamente nestas.

Em suma, ao longo das minhas intervenções, a minha maior preocupação foi relativa às aprendizagens dos alunos.

Beijinhos e continuação de bom trabalho!

 

Carla Ribas Oliveira



publicado por carlaribas às 16:37
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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013
Projeto de intervenção: "A volta ao mundo em 5 poemas"

 

Boa noite meninas,

hoje vamos partilhar convosco a implementação do nosso projeto denominado de "A volta ao mundo em 5 poemas".

Este projeto tem como finalidade conceber, implementar e avaliar um programa pedagógico-didático no 1.º CEB, com o objetivo de sensibilizar para a diversidade linguística e desenvolver nos alunos a consciência metalinguística, com o recurso ao texto poético.

O paradigma metodológico do nosso estudo será uma abordagem qualitativa a partir da investigação-ação. Os instrumentos de recolha utilizados foram a videogravação das sessões, as notas de campo, a observação direta, as fichas de avaliação das sessões e os trabalhos realizados pelos alunos. 

O ponto de partida do nosso projeto, consistiu na projeção e leitura de uma história com o título do projeto, adaptada de "A volta ao mundo em 80 dias" de Júlio Verne. A nossa história retrata a concretização do sonho de um menino que pretendia viajar pelo mundo para conhecer novos amigos e novas línguas. Este menino adorava poesia, e era por isso chamado de menino poeta.

O menino poeta decidiu então concretizar o seu sonho dando início à sua viagem. Este conheceu um país de cada continente (Europa - Portugal; Ásia - Rússia; Oceânia - Austrália; África - Marrocos; América - México). De cada um dos países o menino trouxe de recordação um poema na língua falada naquele país.

Em cada sessão fomos apresentando aos alunos os poemas que o menino poeta recolheu ao longo da sua viagem. Para além de trabalharmos com os alunos as características do texto poético, os alunos puderam contactar com diversas línguas e alfabetos, ou seja, com a diversidade linguística existente no mundo. De forma a desenvolver a consciência metalinguística dos alunos, foram também trabalhadas questões da gramática.

Os alunos mostraram-se muito motivados e implicados, o que para nós é gratificante, pois percebemos que o nosso trabalho causou efeitos positivos nas crianças. Deste modo os nossos objetivos traçados para a nossa investigação têm vindo a ser alcançados.

De seguida serão apresentadas fotografias nas diferentes sessões.

Sessão 1: "A viagem do menino poeta"

Sessão 2: "A partida da Europa"

 

 

Sessão 3: "A chegada à Ásia"

 

 

 

Sessão 4: "A chegada à Oceânia"

 

Sessão 5: "A chegada à África"

 

Sessão 6: "A chegada à América"

 

 

 

Sessão 7: "Recordações da viagem do menino poeta"

 

 

 

Com a nossa descrição o que acham do nosso projeto?

Como está a correr o vosso projeto? Como estão a reagir os vossos alunos ao projeto? Os vossos objetivos estão a ser alcançados?

 

Beijinhos e continuação de bom projeto.

Ana Vivas e Sabrina Duarte


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publicado por ana-vivas às 22:50
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Uns mudam, outros...mantêm-se iguais!

 Olá meninas :)

Queremos falar-vos de uma criança que frequenta a nossa sala, a criança tem 5 anos.

Inicialmente, era uma criança muito introvertida, calma e meiguinha. Chorava todos os dias quando se despedia do adulto que a deixava na instituição. Esta não sociabilizava com os colegas, isolando-se destes num canto da sala, de forma a distanciar-se do barulho que havia na sala devido às brincadeiras deles. As únicas pessoas com quem ela interagia e falava (pouco) era com as educadoras e com as auxiliares. O facto desta criança ser introvertida fazia com  que a realização das atividades não fossem bem sucedidas, pois esta negava-se a realizá-las ou realizava-as com baixos níveis de implicação.

No entanto, de um dia para o outro, esta criança é deixada na instituição onde mostra uma atitude completamente diferente daquilo que tinha mostrado até então. Deixou de chorar e quando questionada sobre a alteração do seu comportamento esta dizia-nos: "Já sou crescida e já vou para a escolinha para o ano, por isso não posso chorar. Eu já me estou a habituar a estar aqui."

Esta criança, desde esse momento, passou a brincar com os seus colegas, a realizar as atividades com níveis de implicação muito mais elevados e o seu nível de bem-estar emocional melhorou bastante.

Contudo, ficamos a saber pela criança que, nos primeiros dias da alteração do seu comportamento, a mãe da criança iria ligar para a educadora, de forma a saber como tinha corrido o dia desta. Disse-lhe que se este corresse bem, a compensaria em cada um dos dias com um presente.

Acham que esta atitude da mãe foi um incentivo para a sua mudança de comportamento?

Será o mais adequado? Fariam o mesmo ou algo semelhante?

Continuação de um bom trabalho para todas :)

Beijinho,

Ivete Teixeira e Vânia Castro

 

 



publicado por vaniacastro às 12:51
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