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Domingo, 3 de Fevereiro de 2013
Estratégias organizativas - Quadro de tarefas

 Penso que quando falamos na organização e gestão da vida da sala, nomeadamente na criação de estratégias e recursos que facilitem essa gestão e organização (como é o caso do quadro de presenças) é muito importante que o trabalho seja de equipa, isto é, não apenas nosso, mas mais do que isso, das crianças. As rotinas que orientam a vida da sala dão à criança a noção de que faz parte do grupo e do jardim e que aquele espaço é também o seu espaço. Por isso é fundamental que as rotinas, recursos e estratégias adotadas sejam também da sua autoria.

Depois de termos o quadro das presenças a funcionar plenamente, considerámos importante a criação de um quadro de tarefas que pudesse ajudar as crianças a organizarem as rotinas e que trouxesse também alguma democracia a essa organização. Então reunimo-nos em grande grupo no tapete e lançamos ao grupo o problema de que vários meninos querem, todos os dias, ser eles a dar o leite ou a tocar a caixinha de música, perguntando ao grupo como achavam que poderíamos resolver esta situação. A partir daí foram as crianças que definiram a solução: um quadro de tarefas. Falaram da necessidade de fazermos as fotografias de todos os meninos, e depois definiram as várias tarefas: distribuir o leite, fazer o comboio, acertar o relógio, ser o ajudante do dia, e tocar a caixinha de música. Houve até um menino que sugeriu uma forma diferente de organizar o momento do leite, de manhã, mas o grupo não concordou, porque a solução poderia originar alguma desordem. Também foram dadas sugestões sobre o funcionamento do quadro de tarefas: “Cada dia é um menino que ainda não foi” (Criança).

Assim, a partir das ideias das crianças, construímos um quadro de tarefas em cartolina, que nos permitisse eleger um responsável por cada tarefa, em cada dia.

A sua introdução foi por isso um sucesso. No dia em que o levamos as crianças ficaram entusiasmadíssimas e muito participativas, para além de que se tornaram muito autónomas no seu preenchimento diário.

O quadro foi introduzido por nós, mas foram as crianças que tomaram todas as decisões relativas ao mesmo, dando-lhe sentido na vida da sala.

 

 

Joana


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publicado por coutinho-pereira às 20:48
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Projeto de Seminário (reformulado)

 Com este post pretendemos reformular “projeto de seminário”que partilhámos convosco, mas que por lapso não chegámos a referir quais os objetivos traçados para o nosso projeto. 

 

Inicialmente a temática que iríamos investigar prendia-se com a autoria, em que cada uma iria analisar um aspeto distinto, dentro da temática autoria. No entanto quando foi necessário definir o objeto de investigação optámos por investigar aspetos distintos. Deste modo, uma centrar-se-ia na autoria, isto é, iria averiguar se os alunos conseguiriam passar da função de sujeito-leitor à função sujeito-autor, enquanto que a outra iria analisar a influência que o tratamento de texto poderá ter num segundo reconto. Assim sendo, optámos por partir da obra “Sexta-feira ou a vida selvagem”, obra esta geralmente analisada no 8º ano de escolaridade. Escolhemos esta obra com o objetivo de trabalhar um texto que não está apropriado às idades dos alunos, com o intuito de demonstrar que é algo possível. Para isso baseámo-nos no seminário/tese da doutora Soraya Pacífico que trabalhou a obra do D. Quixote com 3º ano de escolaridade. Como seria de esperar tivemos em consideração o facto de ser necessário adaptar a obra a crianças do 1º ano.

Relativamente aos objetivos optámos por definir em primeiro os objetivos gerais e posteriormente os objetivos específicos para cada sessão.

 

Objetivos gerais:

- consciencializar as crianças de que há varias formas de abordar a mesma história

- desenvolver nas crianças o interesse por trabalhar um texto

- desenvolver nas crianças a capacidade de criar um texto de autor

- desenvolver nas crianças a capacidade de recontar uma história, cada vez com mais detalhes

- desenvolver nas crianças a capacidade de ilustrarem as caraterísticas que foram analisadas

- desenvolver nas crianças a capacidade de transferirem algumas caraterísticas que foram analisadas para o texto de produção oral

               

Objetivos específicos:

1º - identificar episódios e personagens – compreender a história

      - ilustrar a ilha de acordo com o que foi referido na história

     - recontar a história (para os alunos das amostras)

2ª – recontar a história/episódios

     - identificar caraterísticas da ilha e das personagens

3º - participar no reconto de turma

     - identificar caraterísticas das personagens

     - ilustrar as características referidas relativas ao Robinson

4º - referir as caraterísticas identificadas anteriormente

      - ordenar corretamente as imagens da história

     - recontar a história (para os alunos da amostra)

     - criar um texto de autor (para os alunos da amostra)

 

Para que compreendam melhor como implementámos o nosso projeto iremos descrever cada sessão dinamizada.

1ª Sessão (20 de novembro):

·      Apresentação da história “Sexta-feira ou a Vida Selvagem” através do teatro de fantoches;

·         Exploração da história com os alunos com recurso aos fantoches;

·         Ilustração da ilha e em simultâneo fomos chamando individualmente as crianças selecionadas para amostra, como intuito de recolher o se reconto.

               

2ª Sessão (26 de novembro):

·         Leitura da história;

·         Reconto da história com a manipulação dos fantoches;

·         Exploração da ilha e das personagens.

 

3ª Sessão (3 de novembro):

·     Reconto da história com recurso a imagens em power point (sessão dinamizada na biblioteca do bloco);

·         Caraterização das personagens e dos valores por elas transmitidos em recurso ao quadro de lousa;

·         Ilustração do Robinson.

 

4ª Sessão:

·      Apresentação do cartaz das características do Robinson (que foram escritas no quadro de lousa na sessão anterior);

·     Recorte e colagem de imagens para ordenação de acordo com a sequência da história;

·         A recolha de dados foi realizada no período da tarde.

 

Gostaríamos de fazer um apanhado das dificuldades sentidas durante a implementação do projeto. A primeira dificuldade sentida foi a adaptação da história, não relativamente à linguagem a utilizar, mas sim no que toca aos episódios selecionados por nós a abordar. Já na implementação do projeto a maior dificuldade com que deparámo-nos foi o pouco tempo disponibilizado para este efeito. Para além de ser apenas uma hora por semana, ainda tínhamos de disponibilizar algum tempo para as crianças beberem o leite escolar e ainda para a transmissão de algum recado. Mesmo com a adaptação que fizemos, os alunos demonstraram alguma dificuldade em fazerem o reconto de umas sessão para a outra, pensamos que tal ocorreu devido ao texto ainda conter demasiada informação.

 

No entanto apesar das dificuldades sentidas conseguimos alcançar os nossos objetivos.

 

Deixamos convosco uma fotografia com todos os materiais por nós criados para a dinamização da história.

 

 

 

 

 

 

Lisete e Margarida

 

 


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publicado por analisete às 16:44

Reflexão sobre aspetos importantes vivenciados durante o estágio

          Neste post gostaríamos de refletir e partilhar com vocês alguns aspetos que nos marcaram durante o nosso estágio, nomeadamente a reunião com os pais, a experiência de assistir a uma reunião de conselho de ano, falar um pouco sobre o convívio vivenciado com os outros professores da escola do Solposto e por último comentar a palestra que tivemos a oportunidade de assistir dinamizada pelo Dr. Daniel Serrão.

 

Reunião de pais

 

          Relativamente à reunião de pais, foi para nós uma nova experiência porque até então nunca tínhamos tido essa oportunidade enquanto professoras. Sentíamos alguma curiosidade em observar como o professor gere uma reunião de entrega de avaliações, que informação deve dar aos pais, de que forma deve fazê-lo, entre outros. Gostámos muito da maneira como a professora organizou a reunião, pois colocou em cada mesa a capa com os trabalhos, o caderno diário da escola, as fichas de avaliação e os documento a assinar. Para além disso teve o cuidado de escrever no quadro algumas informações, as quais estavam relacionadas com procedimentos que os pais podiam ir fazendo, dando-lhes alguma autonomia. Enquanto isso a professora estava mais disponível para um atendimento mais individualizado.  

        Ainda sobre a reunião foi positivo observar que os pais estão interessados em dar continuidade ao trabalho que a professora desenvolve na sala de aula. Verificámos que a professora foi dizendo aos pais para que, durante as férias, pedissem aos seus filhos que fizessem algumas cópias, ditados e no caso daqueles que ainda têm mais dificuldades para que aproveitassem o facto de ir ao supermercado para perguntar aos seus filhos que letras já conheciam que estivessem presentes por exemplo numa caixa de cereais. Foi interessante observar que os pais tinham consciência da importância que eles têm também na educação dos filhos no que toca a dar continuidade às aprendizagens.

           Sobre as avaliações, a professora Margarida já nos tinha informado, numa reunião, que o agrupamento não exige que cada professor preencha todas as grelhas de avaliação, no entanto ela alertou-nos para o facto de porventura algum encarregado de educação questionar alguma nota é importante ter essas grelhas todas preenchidas para que possamos fundamentar essa nota. Durante a reunião um pai questionou a nota do seu filho e para que a professora Margarida esclarecesse essa situação teve a explicar a esse encarregado de educação que existiam uma grelhas com vários itens a avaliar e que era necessário definir uma nota para cada item. Depois, de preenchida a gelha resultaria uma nota e seria essa a nota que constaria na folha de registo de avaliação. Muito provavelmente esse encarregado de educação desconhecia ainda o sistema e por essa razão questionou a nota. Esse foi um exemplo perfeito para perceber que é importante ter tudo bem estipulado porque pode ser necessário fundamentar alguma nota atribuída.

 

 

Reunião de conselho de ano

 

Para além da reunião de entrega das avaliações, também tivemos a oportunidade de assistir a uma reunião de conselho de ano no mês de dezembro. Foi nesta reunião que nos consciencializamos de uma forma mais real de todo o trabalho que um professor tem, trabalho que sustenta tudo o resto. Pudemos verificar que a reunião inicia-se com a leitura da ata da reunião anterior e os elementos pertencentes ao conselho de ano terão de aprovar o que foi lido e assinar. A cada reunião, um professor fica responsável pela criação da ata, sendo que a base da seleção está implícita na ordem alfabética. Outro aspeto que gostaríamos de focar prende-se com o facto que por vezes as professoras utilizavam siglas durante o discurso que desconhecíamos. Assim que foi possível, tentámos esclarecer com a nossa professora Margarida o significado das mesmas, ao qual ela informou que pela razão do agrupamento de escolas de S. Bernardo estar fundir-se com a escola José Estevam existiam novas designações, como é exemplo o CAP (Comissão Administrativa Provisória). Nessa reunião definiram ainda as frases a utilizar para preencher a grelha de registo de avaliação para os pais. Essas frases foram muito bem pensadas, pois para além de ser um primeiro ano, trata-se de um primeiro período e ainda é muito precoce estar a afirmar algumas características do aluno. É preferível dizer oralmente na reunião com cada encarregado de educação. Ainda na reunião fizeram um balanço sobre os comportamentos e atitudes dos alunos, dificuldades sentidas em cada domínios e ainda se os objetivos foram ou não alcançados. Para terminar a reunião, o conselho preparou o documento com as metas e os respetivos descritores para o segundo período. Infelizmente, por razões pessoais, não foi possível assistir a este momento da reunião. Apesar disso consideramos que esta reunião foi uma mais-valia para a nossa formação, pois permitiu-nos ter uma visão mais clara do trabalho desenvolvido em grupo pelos professores.

 

Contacto com a realidade fora da sala de aula

 

           O convívio com os professores da escola do Solposto começou no primeiro dia no intervalo da manhã com a ida ao chá na sala de recursos. Nestes momentos pudemos observar, e participar também, no convívio entre os professores, na partilha de ideias, dificuldades e sucessos alcançados. Neste convívio observámos que, por vezes, os professores fazem uma “pausa” nos temas escolares e abordam outros temas, aproveitando assim para descontrair. Contudo, é neste período de tempo que são dadas as novidades/noticias a todos os professores pela coordenadora da escola. 

        Foi num destes momentos de convívio que tivemos conhecimento de uma formação que se iria realizar no Agrupamento de Escolas de S. Bernardo com o Doutor Daniel Serrão sobre “A Magia e os Labirintos da Sexualidade - “Questões Éticas”. Era uma oportunidade que não podíamos deixar escapar. Considerámos que se tratou de um momento de reflexão sobre como abordar a sexualidade com os alunos, a importância do papel do professor nessa questão e ainda como o professor deve entender/compreender a sexualidade. O discurso do Doutor Daniel é acessível ao público, mas não deixa de ser cuidado. Uma característica que gostaríamos de referir trata-se da sua simplicidade e capacidade de dar exemplos da sua vida, o que torna o discurso muito mais interessante e o público sente-se muito mais descontraído como se estivesse num ambiente quase informal.

 

Lisete e Margarida 



publicado por analisete às 15:06

Elaboração das planificações

Boa tarde!

Partilhamos com vocês mais uma das nossas reflexões…

Segundo Pimente (2002: 9), os professores, depois de passarem pelo curso de formação, vão para as escolas e lá se defrontam com a realidade na qual eles têm de mobilizar, além dos conhecimentos adquiridos no curso (que, aliás, são os menos mobilizados), uma experiência para dar conta de construir seu saber docente.

Neste sentido e após a nossa experiência nesta prática pedagógica (A1 e A2), concluímos que outro aspeto importante de reflexão foram certamente a elaboração das planificações que fomos realizando ao longo da mesma. Nas palavras de Leite (2010: 7), para planear o professor mobiliza um conjunto de conhecimentos, experiências e procedimentos (…) que justificam e apoiam as decisões a tomar, orientando e organizando a nossa ação. De facto, é de se notar uma grande evolução nas planificações realizadas por nós ao longo dos semestres. No início, este documento foi um dos nossos grandes desafios, onde pouco a pouco, foi sendo ultrapassado, percebendo realmente a sua utilidade e importância. Ainda mais neste semestre, percebemos que o profissional de educação deve apoiar-se nos documentos já existentes que suportam e guiam a sua prática, como as orientações curriculares, no caso da educação pré-escolar, tomando também atenção aos interesses e motivações das crianças, aproveitando e rentabilizando os mesmos em ações futuras. Além disso, na realização das mesmas, foi-se evidenciando a necessidade de fazer uma contextualização das atividades propostas, tentando fundamentá-las e enquadrá-las no dia-a-dia das crianças, nunca esquecendo quais as verdadeiras aprendizagens a alcançar pelas mesmas numa determinada atividade, quer a nível dos conhecimentos, capacidades, atitudes e valores. Ao planificar estas situações de aprendizagem, importa que estas sejam também desafiadoras, de modo a interessar e a estimular cada criança, apoiando-a para que chegue a níveis de realização a que não chegaria por si só (Ministério da Educação, 1997: 26). 

Contudo, não nos podemos esquecer que a planificação deve ser flexível e aberta (Leite, 2010), tendo também consciência que, tal como escreveu Leite (2010: 8), planear é também correr riscos, ousar experimentar, delinear cenários de intervenção. Por isso mesmo, e como já referimos anteriormente, as estratégias que não resultaram, deverão ser aceites e encaradas como momentos de aprendizagem, sendo repensadas, (re)refletidas e (re)experienciadas, quando possível.

 

Bibliografia:

·         Leite, Teresa. (2010). Planeamento e concepção da acção de ensinar. Aveiro: Universidade de Aveiro;

·         Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa;

·         Pimente, Selma. (2002). De professores, pesquisa e didática. Campinas S.P: Papirus.

 

 

Cláudia e Sara

 

 



publicado por saraneves13 às 14:13
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Teatro dos Afectos

 Se a primeira grande dificuldade do projeto de intervenção foi decidir qual o nosso objeto de estudo, outra grande dificuldade foi perceber e pensar atividades que pudessem promover a competência social e emocional das crianças. Chegámos a um ponto em que estava decidido que um dos temas de investigação e intervenção seriam as emoções e relações, o que fazia todo o sentido, primeiro pela realidade do contexto em que nos encontrávamos e depois, pela realidade do mundo em que vivemos, em que a vida diária envolve cada vez mais stress, e a crise atual causa de alguma forma uma depressão social, sendo muitas as adversidades que todos nós temos de enfrentar. Ora, isto exige de cada um uma grande capacidade de resiliência, exige em especial resistência emocional.

Então começámos a pesquisar trabalhos sobre as emoções e relações com crianças. Os resultados desta pesquisa foram quase sempre os mesmos: imagens com diferentes expressões e emoções, desenhos ou fichas sobre o mesmo.

A identificação das emoções é também uma parte importante da competência emocional e social, mas nós pretendíamos mais do que isso, pretendíamos que as crianças desenvolvessem diversas competências: a identificação dos próprios sentimentos; a sensibilidade aos sentimentos dos outros; a expressão e exploração de sentimentos (de medos, de alegrias, de tristezas, de revoltas, …); o respeito por si próprio (a autoestima e autoconfiança) e pelos outros; a capacidade de gerir e resolver conflitos.

Desta forma, a queríamos começar por colocar as crianças a refletir sobre uma situação de conflito semelhante às que enfrentam muitas vezes no seu quotidiano, mas um simples diálogo não seria suficientemente interessante para as crianças, já que uma grande parte não possui um tempo muito longo de concentração, até porque a maioria do grupo são ainda muito pequenas. Havia a possibilidade de passarmos um vídeo e depois refletirmos sobre ele, mas teria de ser um vídeo capaz de captar a atenção das crianças. Durante as nossas pesquisas tínhamos também visto alguns fantoches de pau. Daí surgir a ideia de representarmos nós a situação. Assim, a primeira das atividades planeadas no âmbito do projeto foi “O Teatro dos afetos”. Redigimos o guião e criámos e construímos os quatro personagens (fantoches de meia): o Tristão, o Felisberto, o Franjinhas e o Bretão, respetivamente o triste, o feliz, o assustado e o zangado.

O teatro apresentava um enredo em que dois dos amigos brigavam devido a um brinquedo, um bayblade (com o qual as crianças se identificam), pois o seu dono não queria empresta-lo, então o amigo levou-o sem pedir. Assim, fomos apresentando o teatro à medida que íamos pedindo a opinião das crianças e lhes íamos perguntando como se sentiam os personagens. Foram também as crianças que encontraram a solução para o conflito:

“Felisberto (dirigindo-se ao público): Esperem lá! Mas afinal quem é que estará certo? Quem é que vocês acham que tem razão, amiguinhos?
Crianças: O Bretão, porque o Franjinhas não lhe devia ter tirado o bayblade.
Felisberto: Então, mas não acham que o Bretão podia ter emprestado o seu Bayblade ao Franjinhas?
Crianças: Sim.
Felisberto: E como é que acham que eles podem resolver a situação?
Crianças: Pedir desculpa!”
 

Deixo em anexo a Planificacao da atividade, para completar as ideias que já transmiti, pois acho que é importante partilharmos diferentes formas de planificar, para podermos tirar ideias interessantes, compararmos e irmos evoluindo. A planificação inclui uma pequena reflexão (Auto avaliação) realizada após a realização da atividade, sobre o modo como correu, o que correu bem, menos bem e o que poderíamos melhorar. 

 

Boas reflexões e boas práticas,

Joana


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publicado por coutinho-pereira às 00:43
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2013
Exemplo de uma planificação

 Olá meninas!

Penso que se torna importante que todas possamos ir vendo vários tipos de planificações para que futuramente possamos adquirir a forma de planificar que acharmos mais adequada a cada uma de nós e também à turma que temos. :)

Assim sendo, agradeço à Cristiana e à Sónia que tenham partilhado connosco uma das suas planificações e aproveito para fazer o mesmo. Aqui fica uma das planificações realizadas por mim e pela Joana Planificacao_12_de_Novembro_com_balanco.docx. Como vocês referiram, também esta foi fruto de algumas alterações a planificações anteriores. Só com as alterações que foram sendo feitas é que nos foi possível encontrar um modelo de planificação que melhor se adaptava a nós.

Ao visualizar a nossa planificação podem observar que no final aparece uma grelha, esta servia para fazermos um balanço/avaliação do dia e das atividades desenvolvidas com as crianças, permitindo-nos assim refletir pós-ação de forma a melhorarmos a nossa prática em dias seguintes. :)

 

Beijinhos

Sara Alves


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publicado por sara-alves às 21:15
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Comunidades online vs Papel dos professores


Com este post pretendemos aprofundar um pouco mais a nossa temática (Comunidades de aprendizagem vs papel dos professores), que foi exposta logo no início deste blog, dando-vos a conhecer novos autores e novas perspetivas.

      Segundo Gozzi a fronteira entre uma comunidade virtual e uma comunidade virtual de aprendizagem é muito ténue, visto que as trocas ocorridas em qualquer comunidade podem gerar aprendizagem. Mas se tivermos em linha de conta a intencionalidade de aprender, as comunidades virtuais de aprendizagem são aquelas que estão ao serviço de cursos ou disciplinas realizadas à distância, internet.

Ainda segundo o mesmo autor, quando existe a intenção de aprender, a comunidade virtual deve ser didaticamente orientada, sendo delineados objetivos e metas a serem atingidos durante o processo de aprendizagem.

Mas a aprendizagem e o ensino num ambiente online é, em muitos aspetos, semelhante ao ensino e a aprendizagem noutro qualquer contexto educativo formal: as necessidades dos aprendentes são avaliadas; o conteúdo é negociado ou estabelecido; as atividades de aprendizagem são orquestradas; e a aprendizagem é avaliada. Anderson (2004)

Tendo isto em linha de conta Anderson e outros autores defendem que uma verdadeira comunidade virtual tem de ter presentes três componentes principais: a presença cognitiva, a presença social e a presença de ensino.

A presença cognitiva é necessária uma vez que a aprendizagem real só se verifica se essa aprendizagem ocorrer num ambiente que apoie e desenvolva o pensamento crítico do aprendente.

Relativamente à presença social esta ocorre quando o ambiente criado na comunidade é um ambiente seguro e onde os participantes se sentem à vontade para comentar e partilhar as suas discordâncias, pensamentos ou ideias.

E por fim temos a presença de ensino, onde entra o nosso tema de pesquisa, o papel dos professores nas comunidades online.

Para que ocorra efetivamente ensino numa comunidade online, o professor primeiramente tem de desempenhar três papéis importantes:

- o papel da conceção e organização das experiencias de aprendizagem que se pretendem alcançar;

- o papel de conceber e implementar atividades que incentivem discussões entre os vários participantes da comunidade

- ser mais que um moderador de experiencias, contribuindo com as suas experiencias em determinados conteúdos.

É através destas atividades que o professor tem a oportunidade de afirmar a sua presença na comunidade.

Mas para Fernanda & Rodrigues, (2009) o papel do professor nas CVA vai mais além que as suas funções usuais na educação presencial tradicional, o professor tem o papel de:

·         Facilitador

·         Tutor

·         Provocador de participação

·         Estipular metas

·         Estar atualizado quanto a resursos disponiveis

·         Fonte de ajuda aos alunos

·         Ter iniciativa

·         Encorajar uma participação ativa dos alunos

·         Ajudar na formação do grupo, na designação de reponsabilides

·         Avaliar

 

Já para Valente (1999, citado por, Gozzi, 2012) o papel do professor numa comunidade virtual de aprendizagem é o de facilitador da construção do conhecimento, atuando como mediador no processo de construção de conhecimento desencadeado pelos participantes. Segundo esta perspetiva o professor deve de assumir o aluno como o centro do processo educacional, sendo parceiro e co-responsavel pelos resultados em termos de construção do conheciemnto.

 

Posto isto de facto uma das vantagens de se trabalhar através de uma comunidade online, é a possibilidade de flexibilização do tempo, e ainda a possibilidade de rever e adaptar os conteúdos trabalhados às necessidades dos alunos (o que não se pode verificar tão facilmente noutros métodos de ensino).

Apesar de toda esta flexibilização o professor não deve descorar a sua função de motivar, orientar e apoiar a aprendizagem dos alunos, aspetos que se encontram em concordância segundo os autores citados anteriormente. Como podemos verificar, o professor nestas comunidades em primeiro lugar não pode esquecer quais as suas funções primordiais enquanto professor, sendo necessário ir mais além, e desenvolver novas competências, adequadas ao ambiente de ensino.

 

Cláudia Marques e Liliana

 

Bibliografia

Fernanda, S., & Rodrigues, N. (2009). Novos significados desenvolvidos da formação de professores: contributo da pós graduação em Multimédia da Universidade de Aveiro para outras percepções da prática profissional. Aveiro: Universidade de Aveiro.

 

Gozzi, M. P. (Novembro de 2012). Gestão Pedagógica em comunidades virtuais orientadas para a aprendizagem: a importância da formação do professor mediador. Revista Electrónica de Educação, pp. 127-137.

 

Anderson, Terry (2004) - "O Processo de Ensino num Contexto de Aprendizagem Online".

 

 

 


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publicado por claudiarmarques às 15:08

Aspeto importante - Álbum - Importância da relação com as famílias

Bom dia ...

Apesar de já estarmos numa fase final desta interação, consideramos que este blog poderá ser sempre um bom recurso para nós. Após toda a interação, concluímos que partilhar algumas das nossas dúvidas e inquietações sempre nos pode trazer vantagens. As pessoas são diferentes e pensam de maneira diferente, daí que possamos crescer com todas elas, ajudando-nos a melhorar a nossa prática como futuras educadoras e professoras.

Daí que tenhamos considerado pertinente este nosso último post que visa a importância da nossa interação com os familiares das crianças.

Assim, uma das estratégias adotadas foi a criação de um álbum, de forma a ilustrar fotograficamente a temática e as atividades de cada semana. Este, por sua vez, foi levado todos os dias para casa por uma criança diferente, dando oportunidade a todos os familiares de conhecerem um pouco do dia-a-dia dos seus educandos.

Desta forma, consideramos que a estratégia da elaboração do álbum foi uma mais-valia, nomeadamente no que concerne à nossa relação e contacto com os encarregados de educação das crianças. Em comparação com o blog, este álbum fez com que todas as crianças tivessem a oportunidade de partilhar com os seus familiares e amigos as suas experiências realizadas no jardim-de-infância, enquanto que, no caso do blog, nem todas as pessoas têm acesso à internet. Assim, as próprias crianças se sentiam entusiasmadas por puderem levar o álbum, álbum este que continha registos fotográficos e alguma descrição das atividades realizadas ao longo das semanas.
Posto isto e perante a questão apontada pela nossa professora institucional (Se não tivessem optado por esta estratégia), concluímos que menos feedback e menos laços com o “outro lado” da educação das crianças teríamos.

Para além disso, tal como já justificámos numa das nossas planificações, um dos objetivos da educação pré-escolar é incentivar a participação das famílias no processo educativo. Isto porque, juntos (contexto escolar e família) funcionamos melhor, pois ambos se complementam. Um diálogo mais aberto com os familiares que são as pessoas mais próximas das crianças, pode auxiliar o nosso
conhecimento pelas crianças. Conseguirmos inteirarmo-nos melhor das suas personalidades e bagagens é uma mais-valia para o a dos objetivos que se definem para esta valência. Ambos os contextos se podem ajudar mutuamente. Por um lado, o jardim-de-infância poderá interpretar os comportamentos das crianças, conseguindo até encontrar alguns problemas familiares ou outros que provocam comportamentos inadequados às diferentes situações. Mas, por outro, o contexto familiar poderá auxiliar o reforço das aprendizagens introduzidas no jardim-de-infância, ou até, pelo simples diálogo com as crianças, poderá descobrir situações problemáticas que possam causar alguma perturbação nas crianças.

 

Continuação de um bom trabalho,

Cláudia e Sara


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publicado por claudia-rosa às 11:31
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