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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012
Participação Infantil - Projeto de Seminário

Neste post queremos dar-vos a conhecer o trabalho que temos vindo a realizar no âmbito do projeto de seminário.

A nossa temática está inserida na convenção dos direitos das crianças, incidindo concretamente na participação infantil. No início foi um pouco difícil para nós saber o que realizar dentro desta temática, primeiramente porque teríamos de desenvolver o projeto no âmbito do pré-escolar, e em segundo lugar porque nos deparamos com um contexto onde as crianças tinham voz ativa em tudo o que acontecia na sala. No início pensamos que iria ser difícil criar um projeto interessante e motivador uma vez que as crianças já tinham um nível de participação, para nós, fora do vulgar. Com o decorrer do período de observação deparámos-mos com um problema que se repetia constantemente na sala, que eram os conflitos entre as crianças. Começamos a perceber que ainda existiam alguns valores, necessários ao bom funcionamento de um grupo, que ainda não estavam devidamente presentes, como por exemplo, a importância de partilhar, de ser generoso, de ser afetuoso, e de não levar brinquedos que não lhes pertencem para casa.

Perante esta problemática optamos por nos dividir em dois projetos, um projeto que se centra em sessões de filosofia para crianças, desenvolvido pela Liliana, onde através de pequenas histórias são abordados e trabalhos os valores que achámos ser necessários ao bom funcionamento do grupo. Estas sessões são realizadas em pequenos grupos, onde apos ouvirem a história as crianças são questionadas sobre o que ouviram e onde têm de realizar algumas tarefas, em que se tentam colocar no lugar das personagens.

Relativamente ao meu projeto, este centra-se essencialmente no jogo. Decidi pegar nos valores que são trabalhados nas sessões de filosofia e traspô-los para um jogo, onde as crianças perante determinadas situações têm de por em pratica aquilo que aprenderam anteriormente.

O projeto tem corrido muito bem, as crianças participam de uma forma ativa e entusiasmada em todas as fases, estando sempre na expetativa do que virá a seguir.

De uma forma divertida e dinâmica acabamos por dar dicas às crianças de como resolverem os seus conflitos.  

Bom trabalho para todas e não se esqueçam é a brincar que as crianças mais aprendem!

 

Cláudia e Liliana


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publicado por claudiarmarques às 21:33
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Síntese sessão de dia 20/11

Viva!

Como prometido aqui fica a síntese da análise global da interacção efetuada na aula de dia 20.
Partindo das categorias de análise que foram partilhadas anteriormente (na sessão em que partilhei a análise da interação das colegas do ano anterior – ver aqui), vimos que:
 
1. ao nível cognitivo a interação está muito ao nível da clarificação elementar, nomeadamente dado os posts serem sobretudo de carácter informativo/descritivo (tanto os relacionados com os temas que os grupos estão a trabalhar como os da descrição dos contextos). Tal não implica que não haja posts que incluam outros níveis cognitivos como a inferência, de que são exemplos os excertos seguintes:
“(…) vimos que o conceito de comunidade foi-se desenvolvendo nos últimos 10 a 15 anos, como consequência do reconhecimento das necessidades de inovação educativa e da tomada de consciência das limitações da educação formal e escolar perante os desafios da sociedade atual”
“A planificação diária resulta do diálogo entre as crianças e o educador, o que revela a importância dada ao trabalho colaborativo (criança-educador)”
2. ao nível metacognitivo, que implica a tomada de consciência dos processos de construção de conhecimento, bem como do que se aprendeu e das dificuldades a ultrapassar e é, portanto, mais complexo também pode ser mais explorado. Realço, no entanto, que já existem excertos que ilustram, como o seguinte que revela uma tomada de consciência da relevância do trabalho colaborativo (porque implica interação) para a aprendizagem.
“O importante na aprendizagem é, no fundo, a construção do conceito pelos próprios indivíduos, em que estes mobilizam redes conceptuais para a construção do novo conceito, e em interação com o outro, actuam na sua Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). (…) Assim podemos compreender a importância do trabalho colaborativo, que envolve a troca de ideias de forma continuada e um feedback constante perante as situações apresentadas”
3. Ao nível do feedback (patente nos comentários mas também em alguns post), o panorama é bastante mais animador, dado que, para além do apoio/encorajamento, termos pedidos de esclarecimento e sugestões/recomendações.
 
Estou ainda a trabalhar na análise mais detalhada por grupo (fiz a análise para cada mensagem-post e conjunto de comentários). Para a fazer organizei o esquema de análise com as categorias e exemplos que resolvi partilhar aqui. Espero que dê para perceber. Qualquer dúvida, já sabem, digam! Não há limite ao nº de comentários :-)))
 
Bom trabalho para todas.
MJL 
 

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publicado por mjoao às 19:05
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Versão Reformulada - Caraterização do contexto educativo _ Ana Gomes e Inês Silva

Olá a todas!

Com esta reformulação pretendemos clarificar alguns aspetos que estariam menos explícitos no primeiro post “caraterização do contexto educativo”.

O Jardim de Infância da Alumieira está situado no lugar de Mataduços na freguesia de Esgueira e pertence ao Agrupamento de Escolas de Esgueira. Esta instituição pública situa-se num meio misto, entre o urbano e o rural. A população residente, na sua grande maioria trabalha no centro da cidade ou em locais mais afastados, o que faz com que este lugar sirva de dormitório para muitas famílias.
A única sala de atividades deste Jardim de Infância é frequentada por um grupo do pré-escolar, constituído por 24 crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 6 anos.
 
Gráfico de idades:
 
 
 
Quanto aos interesses das crianças apesar de serem de idades díspares (2-6 anos), existe outra questão que tem muita influência, existem apenas 7 rapazes num grupo de 24 crianças. Tendencialmente as meninas mostram interesse por princesas e barbies, é frequente levarem coroas de princesas para brincarem na Jardim. Por outro lado os meninos gostam de brincar na área das construções (materiais de madeira, carros, pistas de comboio, etc.). Quando as crianças mostram algum interesse específico (por exemplo levantando questões sobre um determinado assunto/acontecimento), tentamos sempre "estender" o assunto ao grande grupo. Na maioria das vezes torna-se num assunto de interesse do grupo e não apenas de uma criança.
As crianças revelam-se participativas, empenhadas, autónomas e com um elevado espírito de interajuda. A Educadora mostra um grande respeito pelas crianças, preocupando-se com as caraterísticas individuais de cada uma, estimulando e promovendo o bem-estar geral. A planificação diária resulta do diálogo entre as crianças e o educador, o que revela a importância dada ao trabalho colaborativo (criança-educador).
Na nossa opinião esta estratégia pretende dar resposta às necessidades e preocupações reais e momentâneas do grupo em geral e de cada criança em particular. Acreditamos que uma pedagogia assente na flexibilidade e mais próxima das crianças facilitará o desenvolvimento de competências, conceitos e atitudes.   
No que respeita à distribuição pelas áreas, a única em que é mais frequente observar meninos e meninas a brincar em conjunto é na área da casinha. A sala encontra-se dividida por áreas:
- área da reunião de grande grupo (onde as crianças procedem ao registo nos quadros de sala e planificam o dia); área do “faz de conta” (divide-se em três espaços: construções, barbies e quadro de lousa); área do computador (utilizada para jogos e trabalhos de escrita); área da matemática e da ciência (puzzles, jogos e outros materiais didáticos); área da biblioteca; área da arte plástica; Cavalete; área da casinha.
Cada uma destas áreas apresenta recursos pedagógicos adequados aos interesses, necessidades e faixa etária das crianças. Verifica-se uma grande diversidade de materiais disponíveis, nomeadamente na área das construções existem blocos de madeira, pistas de carros, materiais de encaixe, animais, ferramentas, legos, entre outros.   
No que respeita à rotina diária, não existe diferenciação para as diferentes idades. A criança de dois anos não dorme a sesta e quando sente sono (depois do almoço) é encorajada a brincar na casinha. Na nossa opinião a superior necessidade da criança deveria ser respeitada, caso tenha vontade de dormir ou de participar nas atividades.
Desde a entrada desta criança no Jardim de Infância que se nota uma grande evolução na sua postura, neste momento é capaz de estar concentrada depois do almoço e não sente a necessidade de dormir. Nesta instituição não existem recursos (espaços próprios ou camas) para que as crianças possam dormir, talvez por este motivo esta seja encorajada a brincar.
 
beijinhos e bom trabalho!
 
Inês Silva e Ana Gomes

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publicado por isca3534 às 12:54
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A reflexão durante o processo de escrita.

Como anteriormente tínhamos anunciado e, à semelhança de outros posts de várias colegas, iremos apresentar, no corrente post, o projeto de intervenção-ação que desenvolvemos com a nossa turma entre os dias 5 e 21 de novembro. Assim, ao longo deste post iremos descrever, em traços gerais, a nossa intervenção, intercalando esta descrição com algumas reflexões relativa a aspetos específicos observados e analisados pela nossa díade.

A intervenção-ação, concebida em conjunto com as professoras orientadoras insere-se na temática do ensino da língua, especificamente, no campo da reflexão sobre a escrita e na escrita colaborativa. Devidamente, apoiado no programa de Português para o ensino básico, que defende a promoção da reflexão em interação, orientada pelo professor, com vista à expansão e ao aperfeiçoamento dos mesmos [textos escritos] (Reis et al., 2009: 71), o nosso projeto tentou potenciar nas crianças competências de reflexão sobre a escrita e sobre a construção de textos, abordando, especificamente, um tipo de texto, o texto informativo. Apesar da sua especificidade, trabalhámos, igualmente, aspetos transversais a todos os textos, como sendo, a coesão e coerência e a conexão inter e intra frásica.

Deste modo, iniciámos o estudo do texto informativo através de uma tarefa de análise e comparação entre o texto narrativo e o texto informativo - referentes à mesma temática -, atendendo aos objetivos dos textos, à organização e categorização da informação neles contida, ao vocabulário utilizado e ao tipo de verbos predominantes. De seguida, adaptando o projeto às temáticas a desenvolver durante o 1.º período do 3.º ano do ensino básico na escola, introduzimos a temática “o passado da minha localidade”, através de um texto informativo construído pela díade em colaboração com a docente Inês Cardoso, - investigadora do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro.

Através da análise do texto referente à cidade de Aveiro, ao seu património e a diversos aspetos de interesse turístico e cultural, procurámos provocar nos alunos um alargamento vocabular, nomeadamente, através da introdução de palavra mais técnicas, ligadas, em específico, a este tipo de texto (como sendo casario, Arte Nova, património, gastronomia, entre outras). Pensamos que através da análise deste texto (do seu vocabulário, informações nele contidas e categorização das mesmas) os alunos puderam desenvolver competências e construir conhecimentos fundamentais à tarefa seguinte, que seria a realização individual de um texto informativo sobre Aveiro.

Após a escrita desses primeiros textos individuais e, decorrente de uma primeira análise com vista ao levantamento de problemáticas contidas nos mesmos, desenvolvemos uma sequência didática constituída por três módulos. Os dois primeiros módulos tiveram como foco de atuação, por um lado, o desenvolvimento da coerência dos textos, através da introdução de conectores que possibilitassem a retoma de informação e as ligações interfrásicas, e por outro, questões mais específicas dentro dos parágrafos e das frases, como sendo a concordância entre sujeito e predicado, ou a utilização de vocabulário apropriado, por exemplo.

Ambos os módulos foram trabalhados sob a dinâmica de grande grupo, explorando partes de textos retirados das produções individuais e utilizando estratégias como o questionamento constante e a reflexão sobre o que tinham feito e sobre o que deveriam ter feito. Foi possível, assim, reescrever os textos selecionados de forma colaborativa.

O trabalho em grande grupo mostrou-se muito adequado para a maioria da turma, que ao longo da tarefa se manteve muito empenhada, participativa e implicada. Contudo, sentimos que a reescrita colaborativa envolvia um esforço cognitivo muito grande, que ainda nem todas as crianças da sala conseguiam efetuar, pelo que, a dada altura, observámos um certo desinteresse por parte de alguns alunos. Sentimos, deste modo, que necessitávamos de, para alcançar os nossos objetivos com todos os alunos da turma, ter desenvolvido um trabalho diferenciado – consoante as necessidades individuais de acompanhamento -, que permitisse a todas as crianças desenvolver as competências propostas, ainda que umas mais apoiadas que outras. Mas, numa turma de 19 crianças, com um programa tão extenso como o do 3.º ano do ensino básico, como fazer este trabalho diferenciado? Onde encontrar espaço no horário para fazer um acompanhamento individualizado de que tantas vezes sentimos necessidade?

Prosseguindo a descrição da nossa intervenção-ação, o módulo seguinte da sequência didática foi a reescrita a pares, com base nos textos individualmente construídos, de um único texto informativo sobre a cidade de Aveiro. Esta dinâmica de trabalho, que tem como objetivo dividir a carga cognitiva adjacente aos processo de rescrita, bem como promover a reflexão sobre a escrita, foi gravada para que, posteriormente, possam ser analisadas as interações dos pares ocorridas durante a reescrita do texto e analisado o texto final em função dessas mesmas interações, avaliando a sua contribuição na melhoria ou não dos textos.

Finda a implementação do nosso projeto de intervenção-ação, queríamos partilhar o nosso sentimento de alma cheia, ao analisar, ainda que muito superficialmente, os resultados do último módulo da nossa sequência didática, observarmos que existiram francas melhorias em relação ao texto inicial, o que demostra a importância de praticas do ensino da língua que integrem a reflexão sobre o que escrevemos e como escrevemos.

Contudo, estamos cientes de que este tipo de estratégias - relativas à reflexão sobre a língua -, que estamos pela primeira vez a implementar, são dinâmicas muito imprevisíveis, que dependem não só de nós, enquanto professores que interpelam, mas, também, das crianças e das reflexões que são capazes de fazer.

Assim, nesta experiência - e em outras em que procurámos ativar este tipo de competências -, sentimos constantemente que “caminhamos sem corda de segurança”, o que exige de nós uma flexibilidade e adaptabilidade, que nem sempre dominamos, aumentando em nós o stress e a angústia de querer sempre fazer o melhor possível.

Todas estas questões fazem parte da nossa aprendizagem enquanto professores/educadores e, para as quais a resposta se vai construindo nas diferentes experiências e partilhas que vão acontecendo.

Beijinhos e bom trabalho!

Alexandra e Catarina

 

Referências:

 

Reis, C. (coord.) et al. (2009). Programa de Português do Ensino Básico. Lisboa: Ministério da Educação/Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.

 


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publicado por anaafonso às 01:15
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012
Projeto de investigação-ação no âmbito de SIE A2

 Olá!

 

Neste post pretendo, num primeiro ponto, clarificar qual o eixo estruturador do meu projeto de investigação-ação, explicitando, posteriormente como surgiu a temática específica. Num segundo ponto, esclarecerei que atividades já foram desenvolvidas aquando da implementação do referido projeto, bem como em que fase do mesmo me encontro.

O eixo estruturador do meu projeto de investigação-ação prende-se com a Organização do Processo de Ensino e de Aprendizagem e a Educação em Ciências nos primeiros anos. É de salientar que o foco do meu projeto diz respeito a questões ambientais pelo facto de a turma estar inserida num projeto denominado de eco-escolas. Assim, como temática mais específica, apesar de esta já ter sofrido tremendas alterações atendendo ao facto de a minha colega de díade ter desistido, encontro-me debruçada sobre as temáticas Camada de Ozono e Efeito de Estufa. Um dos objetivos é alertar as crianças para a situação atual em que vivemos, considerando que a Humanidade se encontra a explorar excessivamente os recursos do planeta, e mais rapidamente do que a capacidade que este tem para os regenerar. Desta forma, é esperado que os alunos reconheçam que as nossas ações diárias têm consequências, principalmente, ao nível da intensificação do fenómeno do efeito de estufa e que cada um pode decidir conscientemente o que fazer e que marca deixar no planeta.

Para um melhor entenderem as estratégias que referirei mais à frente, importa clarificar que o meu projeto se orienta segundo linhas socio-construtivistas do ensino das ciências. Segundo Martins e outros (2007), a teoria do construtivismo “releva a importância da implicação mental do indivíduo como agente da suas aprendizagens, pelo que a aprendizagem escolar será vista como um processo de (re)construção desse conhecimento e o ensino como a acção facilitadora desse processo” (p. 24). Sendo que aquilo que os alunos já sabem constitui um fator contraproducente que afeta a sua aprendizagem futura, pois os conhecimentos que estes trazem consigo para a aprendizagem escolar interagem com os conhecimentos científicos que são ensinados na escola.

O trabalho de projeto foi a estratégia que selecionei para a implementação do projeto. Inicialmente, no dia 7 de novembro, realizei uma sessão com vista a recolher as ideias prévias dos alunos no que concerne às temáticas supramencionadas. Considerando que os alunos não detinham quaisquer conceções alternativas face às temáticas, levei a cabo uma sessão posterior, com o objetivo de introduzir os temas de uma forma mais geral. Explicitando a ideia, “apresentei” a atmosfera terrestre aos alunos, clarificando o que é e qual a sua função.

Noutra sessão, distribuí os guiões de pesquisa, previamente elaborados por mim, pelos pares de alunos e, em grande grupo, estivemos a analisá-los, bem como às grelhas de auto e heteroavaliação. Em cada um dos guiões encontravam-se questões orientadoras da pesquisa, de acordo com um dos temas, e alguns sites, previamente selecionados por mim, para a recolha da informação. Nesta sessão ainda foi acordado com os alunos o modo e a data de apresentação dos trabalhos. Nas sessões posteriores, os alunos trabalharam em grupo, de acordo com as orientações que tinham. O meu papel nestas sessões revelou-se, essencialmente, apoiar os alunos no seu processo de recolha e análise da informação.

Na passada terça-feira, dia 27, a realizei uma sessão destinada à organização das apresentações dos trabalhos, uma vez que os pares que trabalharam acerca do efeito de estufa e os pares que trabalharam acerca da camada de ozono tiveram de se coordenar entre si, formando dois grandes grupos, para apresentar o trabalho. Dentro desses dois grandes grupos os objetivos eram distintos e tinham uma ordem lógica, pelo que se revelou mais coerente proceder à apresentação desta forma. Na quarta-feira, os alunos apresentaram os seus trabalhos e na próxima semana procederei à sistematização dos conteúdos e à avaliação das aprendizagens dos alunos. A sistematização assentará, sobretudo, no que diz respeito à Pegada Ecológica e nas medidas e comportamentos que podemos adotar no nosso quotidiano para habitarmos o planeta de forma mais sustentável.

 

Bom trabalho para todas!

 

Tânia

 

 

Referências

Martins, I.; Veiga, M. L.; Teixeira, F.; Tenreiro-Veira, C.; Vieira R. M., Rodrigues, A. V.; Couceiro, F. (2007). Quadros de Referência e Metodologias a privilegiar em Ciências no 1º Ciclo do Ensino Básico. In Educação em Ciências e Ensino Experimental. Formação de Professores. Martins et al. (2ª edição). Cap. 3, pp. 23-53. Ministério da Educação. Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.


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publicado por t-soraia às 22:54
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012
Projetos de Investigação - Intervenção_SIE

  Olá a todos!

 

Neste post gostaríamos de partilhar o trabalho que temos vindo a desenvolver no âmbito dos nossos projetos de investigação-intervenção. 

Os temas inerentes a ambos os projetos são a Organização e Gestão do Processo de Ensino e de Aprendizagem e a Educação em Ciências. 

O processo de organizar e gerir o ensino e a aprendizagem requer um profissional de educação capaz de fazer com que alguém aprenda alguma coisa. Este processo envolve três vertentes fundamentais - planificação, implementação e avaliação – que requerem um profissional de educação que conceba estratégias de ensino de qualidade adequadas à diversidade de crianças e às necessidades do contexto (Despacho n.º 16034 de 22 de Outubro de 2010, Padrões de Desempenho Docente; Santos, 2007; Roldão, 2009).

Relativamente à Educação em Ciências esta emerge do projeto do Agrupamento de Escolas de São Bernardo que integra o contexto educativo no qual estamos inseridas - Jardim de Infância do Griné.

Neste sentido, concebemos estratégias de ensino que visam intervir na Educação em Ciências no Pré-Escolar através do desenvolvimento de uma sequência didática e da exploração de um recurso didático acerca da temática do Ar e Voo, respetivamente. Pretende-se em ambos os projetos averiguar as conceções alternativas das crianças acerca das temáticas supracitadas bem como, as aprendizagens ao nível dos conteúdos, capacidades, atitudes e valores realizadas após a implementação dos mesmos.

Iniciámos as intervenções relativas aos projetos no dia 13 de novembro. Realizámos quatro sessões que permitiram às crianças a exploração das caraterísticas físicas do ar. Posteriormente, iremos realizar três sessões que possibilitem a exploração do voo e de diferentes objetos voadores (aviões de papel e paraquedas).

Bom trabalho!

Sónia e Cristiana


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publicado por soniamaia às 17:53
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O nosso projeto de intervenção-investigação

 Relativamente ao projeto de intervenção-investigação ambas estamos a trabalhar a Alimentação Saudável, todavia em âmbitos diferentes (saúde – Sónia e consumo – Filipa). Temos realizado várias atividades, umas mais na vertente da saúde, como a exploração de textos, a análise da alimentação dos alunos com base na nova Roda dos Alimentos ou a exploração dos vários nutrientes. Outras mais relacionadas com a vertente do consumo, como a visita ao Pingo Doce ou a análise de publicidade e rótulos. Para além disso, existe o Ingrediente da semana, que é explorado ao longo de uma semana com os alunos e que se articula com as temáticas abordadas. Temos procurado contemplar um ingrediente pertencente a cada um dos grupos da nova Roda dos Alimentos, de modo a sublinhar a ideia de que precisamos de todos os alimentos, desde que nas quantidades adequadas. Existem também desafios, lançados semanalmente no blogue da turma, e que procuram envolver as famílias no projeto. O blogue tem-se mostrado uma ferramenta importante na comunicação e interação com os pais, pois permite-nos que estes tomem contacto com as aprendizagens desenvolvidas, apresentem opiniões e sugestões.

 

Na semana passada dinamizámos duas ações importantes: a primeira foi uma sessão com alguns atletas do Beira-Mar, que vieram à escola conversar com a turma em torno do tema da “Alimentação Saudável”. No último sábado convidámos os pais para um workshop sobre “Culinária Saudável” com a presença da nutricionista Diana Saraiva. Foi uma iniciativa importante pois foi permitiu-nos aprender mais, mas também partilhar vivências e experiências com os alunos e suas famílias.

 

Entretanto, se quiserem saber mais acerca do que temos feito, espreitem o nosso blogue em:

 

http://9113ano.blogspot.pt

 

E vocês? Como tem corrido a prática e os vossos projetos?

Filipa e Sónia.



publicado por filipa-queiros às 14:01
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As nossas reflexões

 As nossas reflexões durante a prática pedagógica são diárias e são fruto da reflexão na e sobre a ação. Para as mesmas contribuem as opiniões e sugestões da nossa colega de diáde, da professora cooperante e da professora orientadora, sempre que nos visita, ou através dos comentários realizados nas planificações. No primeiro post falámos em trabalho colaborativo, uma vez que todas as pessoas se sentem implicadas neste processo reflexivo e trabalham verdadeiramente em conjunto para potenciar o crescimento profissional das docentes envolvidas, bem como as aprendizagens realizadas pelos alunos.

 

Assim, as principais reflexões que desenvolvemos pretendem-se com a nossa postura de sala de aula, muito diferente da experiência realizada na Educação Pré-Escolar. Se por um lado, temos que atender a todos e a cada um dos alunos, é importante pensarmos na forma de nos posicionarmos e circularmos em sala de aula, de modo a percebermos se todos estão a acompanhar as aprendizagens. Para além disso, as dinâmicas são totalmente diferentes e a forma de comunicar também. Por exemplo, muitas vezes temos a tendência de “dar a resposta”, ao invés de dar tempo aos alunos que pensem e construam o seu próprio conhecimento.

 

Por outro lado, sentimos maior dificuldade em planificar, sendo mais complicado articular as aprendizagens que os alunos devem realizar com as atividades definidas para os projetos de intervenção-investigação. É mais relevante e significativo para os alunos que estas surjam de forma articulada, contudo, nem sempre é possível.

 

Tal como algumas colegas já evidenciaram, a pressão de estar numa turma de 4.º ano sente-se porque existe a tendência para privilegiar as áreas disciplinares da Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio, em detrimento das Expressões. Temos procurado contrariar essa tendência, trabalhando a criatividade de forma mais transversal, e não apenas nas áreas dos domínios artísticos. Para além disso, procuramos valorizar os trabalhos de expressões, não desistindo dos mesmos e procurando que estes sejam momentos de aprendizagem igualmente relevantes.

 

Entretanto, vamos dando feedback relativamente às atividades já realizadas.

 

Filipa e Sónia.

 

 

 

 

 

 



publicado por filipa-queiros às 13:59
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Caracterização da realidade pedagógica reformulada

 Olá a todas de novo. Voltamos à caracterização do contexto em que estamos inseridas, a turma B do 4º ano da Escola Básica do 1.º Ciclo das Barrocas. O primeiro post que colocámos foi intencionalmente de caráter mais pessoal, todavia, percebemos as vossas dúvidas e reformulamos a caracterização, de modo a que possam ter uma perceção mais clara do contexto. Em breve, falaremos mais acerca das nossas reflexões acerca das vivências construídas e anexaremos uma descrição das atividades que temos feito ao nível dos projetos de intervenção-investigação.

 

A turma B do 4.º ano de escolaridade da Escola Básica do 1.º Ciclo das Barrocas insere-se no Agrupamento de Escolas de Aveiro, recentemente transformado em Mega-Agrupamento. Relativamente à escola que a turma frequenta, a Escola Básica do 1.º Ciclo das Barrocas, sublinhamos que foi construída em 2000, situando-se na freguesia da Vera Cruz, nas Agras do Norte em Aveiro.

 

A turma B é constituída por 20 crianças, 11 do sexo feminino e 9 do sexo masculino. É um grupo homogéneo ao nível etário tendo quase todas as crianças nove anos e apenas dez anos. As crianças são na maioria da cidade de Aveiro e as restantes estão divididas pelas freguesias mais próximas da cidade, sendo que apenas uma três vivem em concelhos vizinhos. Esta situação por vezes altera-se nos casos em que os pais estão divorciados e as crianças estão uma semana com o pai e uma com a mãe e, neste caso, vivem em sítios diferentes. Os pais das crianças trabalham em diversos setores sendo que os mais significativos são a educação, os serviços, a saúde,  e o comércio. De salientar que 14% dos pais está desempregado, sendo num desses casos por invalidez. A nível da situação familiar, 13 crianças vivem com os pais que são casados, seis vivem alternadamente com o pai ou a mãe que estão divorciados e uma vive com a mãe e os avós, pois é uma família monoparental (família adotiva). Das 20 crianças, 70 % tem apenas um irmão, 20% não têm irmãos e apenas 10% têm mais que um irmão. Analisando a turma em termos das atividades que frequentam, concluímos que grande maioria frequenta todas as AEC’s, sendo que dois alunos não frequentam qualquer atividade. A maior parte não frequentam o ATL mas existe uma panóplia de atividades que ocupam as crianças fora da escola e do ATL, destacando-se a Natação e a Música. Apenas quatro crianças da turma não estão envolvidas em nenhuma atividade, o que faz indiciar que os alunos, de forma geral, têm pouco tempo livre.

 

No grupo vive-se um clima geral de bem-estar, segurança e entreajuda, possivelmente pela existência de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) que requerem mais cuidados e ajuda e, com as quais, alguns alunos do grupo têm uma relação próxima, quase de proteção. Das duas crianças com NEE, uma apenas está com a turma nos intervalos e nas sessões de expressões, biblioteca, passando o dia na Unidade de Multideficiência, onde usufrui de terapia da fala ocupacional e psicomotricidade.

 

No que respeita à relação das crianças com os adultos, nota-se que os alunos confiam na professora, sentindo-se confortáveis na sala. Todas as crianças têm a atenção da professora, podendo chamá-la sempre que necessitam e sendo motivados a participar. Contudo, a professora demonstra sempre maior preocupação pelos alunos com mais dificuldades em se concentrarem, alunos com problemas de comportamento ou dificuldades a nível cognitivo.

 

A iniciativa e a autonomia estão presentes na sala de aula, uma vez que a professora ouve sempre as opiniões e sugestões dos alunos e promove que sejam o mais autónomos possível. Isto denota-se na própria gestão das rotinas da sala, uma vez que não existe uma tabela de tarefas impressa. Assim que começa a aula, os alunos, por si, organizam-se pela escala das tarefas, sem precisarem normalmente de recorrer à ajuda da professora. A iniciativa e a autonomia estão também presentes ao nível das aprendizagens, uma vez que a professora incentiva que levem os manuais para casa para estudarem autonomamente e valoriza quando o fazem. Os alunos trazem também por sua própria iniciativa recursos para a sala de aula, nomeadamente, livros respeitantes a determinado tema. Geralmente é a professora quem decide o que se vai fazer na sala de aula, mas esta procura sempre ouvir os seus alunos, organizando o dia de acordo com os seus interesses e necessidades. Reage, portanto, com naturalidade às questões e sugestões dos mesmos. As crianças são responsabilizadas de diversas formas, sendo isso notório na relação que a professora desenvolveu com as mesmas. Esta é bastante genuína e procura sempre potenciar aquilo que possuem de bom, mas trabalhar para que ultrapassem as suas dificuldades. Quando existem compromissos, a professora procura que as crianças cumpram, desenvolvendo esse sentido de responsabilização em cada uma delas, pois, tal como afirmou, numa situação: “os alunos possuem direitos, mas também deveres”.

 

Ao nível da resolução de problemas, esta geralmente é feita tendo em conta o diálogo. A professora faz questão que as crianças percebam o porquê de determinadas coisas, opta também por ouvir ambas as partes, para que fiquem com o sentido de justiça, conversando, ao nível da turma, sobre qual a solução mais acertada para o problema. As regras da sala de aula estão definidas desde que a professora acompanha a turma, mas como é uma turma do 4.º ano estas já não se encontram afixadas. Todavia, são recordadas pela professora, sempre que necessário. Não sabemos como estas foram definidas mas, muitas vezes, são comunicadas, com a professora a solicitar aos alunos que as refiram, quando, por exemplo, alguma delas não está a ser cumprida.

 

Geralmente as crianças trabalham individualmente, contudo, é uma preocupação da docente que estas realizem mais trabalho a pares e trabalho de grupo, tendo potenciado que tal aconteça. Notamos que as crianças têm dificuldade em trabalhar em grupo, não percebendo as dinâmicas de funcionamento e não se conseguindo organizar devidamente. Algumas delas referiram-nos, durante a observação, que não gostam de trabalhar desta forma. Alguns alunos da turma são bastante competitivos, pelo que não lidam muito bem com o desacordo e a diferença de opiniões. As crianças opinam, muitas vezes, em partido dos seus amigos, não raciocinando sobre o que realmente pensam sobre determinada questão.

 

Segundo a professora da turma, não existe muita interação com os encarregados de educação, não só pelas próprias dinâmicas de funcionamento da escola, que “obrigam” que os pais deixem os filhos no portão da escola, mas também por ser difícil fazer essa articulação.

 

Em breve, daremos notícias quanto às nossas reflexões, incluindo também algumas atividades que já realizámos no âmbito dos projetos de intervenção-investigação.

Filipa e Sónia. 



publicado por filipa-queiros às 11:30
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Domingo, 25 de Novembro de 2012
Projetos de investigação SIE

 Olá :)

Durante esta semana vou implementar as últimas três sessões para os projetos de investigação de SIE.
O meu projeto tem como título "Compreensão na leitura educação ambiental na Educação Pré-Escolar" e como subtítulo “As estações do ano e as suas alterações”.

Esta temática surge com a preocupação de sensibilizar as crianças para as questões problemáticas relacionadas com a educação ambiental, para a adoção de comportamentos orientados para a sustentabilidade e ainda para o desenvolvimento de competências em compreensão na leitura.

Vocês já começaram com os vossos projetos de investigação? Como está a correr?

Continuação de bom trabalho

Ana Pepolim


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publicado por anapepolim às 21:48
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