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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012
Gestão de comunidades de aprendizagem online vs papel dos pares (co-supervisão/feedback)

 - Gestão de comunidades de aprendizagem online

            Segundo Loureiro e outros (2009), a inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação veio provocar mudanças na forma como os docentes promovem o seu desenvolvimento a nível profissional. Desta forma, começaram as ser constituídas comunidades de aprendizagem online de professores, tendo estas comunidades como principais objetivos, a partilha de saberes e de experiências na construção e na inovação das práticas.

            Para que estas comunidades tenham êxito são determinantes elementos como a tecnologia, a confiança, a capacidade de comunicação e de socialização, o tempo, a liderança, o sentimento de pertença e o entendimento entre todos os membros da comunidade.

            Conforme a opinião de Vavasseur (2006), citado por Loureiro e outros (2009), podemos verificar que interesses comuns e o desenvolvimento profissional unem os docentes e funcionam como motivações para que estes participem nas comunidades online de professores. Além disso, as tecnologias permitem a participação em comunidades de âmbito geograficamente mais alargado, libertando os seus membros das barreiras espácio-temporais.

            Gannon-Leary e Fontainha (2008), citados por Loureiro e outros (2009) referem também alguns fatores como sendo imprescindíveis para que uma comunidade de professores online tenha sucesso, os quais vão ao encontro da linha de pensamento de Loureiro e outros (2009), a saber:

- Tecnologia;

- Confiança;

- Comunicação;

- Tempo;

- Liderança;

- Socialização;

- Sentido de pertença;

- Entendimento comum.

            Então, a tecnologia e a sua usabilidade são um fator de sucesso numa comunidade de professores online, já que esta necessita de uma infraestrutura que inclua ferramentas de comunicação instantânea e assíncrona, bem como diversos dispositivos de organização.

            A confiança é outro fator crítico de sucesso, pois uma comunidade só pode crescer se existirem relações de confiança estabelecidas. As relações de confiança podem ser de vária ordem: na tecnologia, na liderança, no conteúdo ou nos membros que constituem a comunidade.      A liderança, por seu lado é também apontada por Gannon-Leary e Fontainha (2008) como essencial numa comunidade online. Segundo Miranda e Osório (2008), o papel do líder é determinante para a manutenção da comunidade de professores, sobretudo quando falamos de um ambiente virtual no qual a promoção de interações é fundamental.

            Conforme Andrews e Schwarz (2002), citados por Loureiro e outros (2009), quando os membros de uma comunidade online conhecem os elementos que a constituem, a confiança e as relações pessoais desenvolvem-se mais facilmente, por isso os momentos de socialização são importantes.

            Por fim, o sentido de pertença é outro fator crítico de sucesso e, conforme Brown & Duguid (2002), citados por Loureiro e outros (2009), fazer parte de uma comunidade online de prática não é suficiente para pertencer a ela. Os membros devem ter a noção de que pertencem à comunidade e que são importantes. Esta noção presume que a aprendizagem não ocorra apenas porque se tem acesso a conteúdos mas também porque se participa ativamente na comunidade.

 

- Papel dos pares nas comunidades de aprendizagem online

-Estar recetivo para receber e dar feedback acerca de qualquer questão inerente ao processo de ensino e aprendizagem;

-Incentivar e promover o debate, a partilha, a exposição de expectativas e constrangimentos;

- Mostrar disponibilidade para apoiar o outro na organização de todo o processo (calendarização, discussão e seleção de estratégias, recursos, formas de monitorização, avaliação e reflexão);

- Dar oportunidade ao outro de expor as suas dúvidas, receios e outras questões que, eventualmente o preocupem;

- Criticar positiva e negativamente, através de sugestões e de elogios ao trabalho realizado pelo outro.

De acordo com o conjunto de ideias supramencionado, podemos perceber que a validação e o reconhecimento do nosso trabalho pelos nossos pares são essenciais para que possamos progredir. Dito de outro modo, se, por um lado, o conhecimento humano não faz sentido sem o conceito de comunidades, por outro lado, o conhecimento humano evolui a partir do reconhecimento e da validação dos nossos pares nas comunidades das quais participamos (Terra, 2003).

Considerando que a supervisão visa o aperfeiçoamento das competências de ensino, sendo uma ferramenta para testar, corrigir e refinar práticas pedagógicas na sala de aula, o papel dos pares é fundamental em todo este processo. A supervisão por um par implica que “[…] o observador e o observado sejam mais nivelados em termos de estatuto, experiência e competências”, implicando um grau menor de formalismo e promovendo, à partida, um ambiente de observação mais descontraído (Henriques, 2010, p. 2).  Para além disto, pressupondo-se que existe um maior grau de empatia entre observador e observado, as análises e discussões concretizadas entre pares conduzirão a conclusões mais frutíferas.

Este tipo de supervisão, a supervisão por pares ou entre pares, é definido por Alarcão e Roldão (2008), citadas por Henriques (2010), como supervisão horizontal, uma vez que acontece entre sujeitos que se encontram no mesmo patamar de formação.

A supervisão do trabalho pedagógico entre pares deverá contribuir para o desenvolvimento de capacidades profissionais decorrentes de um processo dialógico e analítico adaptado a cada realidade pedagógica. Sendo um processo que considera o contexto educativo deverá fazer-se na ação, mas também na reflexão acerca da ação, através da crítica e do diálogo construtivos.

Assim, o papel dos pares nas comunidades de aprendizagem online será contribuir para a formação e reflexão dos sujeitos que se encontram no mesmo patamar, contribuindo com sugestões e práticas que visem a resolução de problemas e o desenvolvimento profissional dos mesmos.

 

- Bibliografia

- Loureiro, A. et al. (2009). Factores Críticos de Sucesso em Comunidades de prática de Professores Online.

- Henriques, M. C. (2010). Supervisão inter-pares: um percurso colaborativo de formação. Lisboa: Instituto Politécnico de Lisboa.

- Brito, M. G. C. (2009). A supervisão no âmbito do Programa de Formação Contínua de

- Professores: reflexão de uma formadora. In Interacções (12, pp. 87-95). Santarém: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém.

- Terra, J. C.C. (2003). Comunidades de Prática: conceitos, resultados e métodos de gestão. Terra Forum Consultores.

 

 

Ana Pombeiro e Tânia Veloso

 



publicado por t-soraia às 20:39
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Gestão de Comunidades de Aprendizagem Online

 

Gestão de Comunidades de Aprendizagem Online

 

             Relativamente à gestão das comunidades de aprendizagem online e tendo por base as leituras realizadas em torno disto, considera-se que estas comunidades têm como finalidade a aprendizagem de uma forma construtiva, isto é, todos os membros envolvidos partilham os seus conhecimentos, formando-se ao mesmo tempo que se enriquecem pessoalmente. Neste sentido, é através da interação que o sujeito vai procedendo à internalização de conhecimentos, papéis e funções sociais, num processo de transição entre o plano social (interpessoal) e o plano individual (intrapessoal), do qual resulta a construção de novos esquemas mentais. (Afonso, 2009: 16)

Assim, à medida que os membros se vão juntando, desenvolvem uma cultura que promove a construção partilhada do conhecimento, recolhendo os benefícios do relacionamento com os seus pares, tornando-se cada vez mais ligados aos outros através das comunidades virtuais. (Afonso, 2009: 64)

Contudo e apesar da comunidade ser composta por vários membros e todos eles desempenharem um papel ativo, poderá existir um líder, tornando-se este o responsável pela gestão e organização do grupo, orientando os intervenientes no percurso definido. Nesta lógica, a liderança pode ser encarada como a capacidade de um ou mais indivíduos de uma organização, comunidade ou da própria sociedade orientar os restantes intervenientes no percurso desejado, a fim de se atingir um objetivo, manter um espaço aberto e permanente de debate e reflexão ou, por exemplo, elaborar um trabalho em conjunto. (Miranda & Osório, s/d: 2)

            Já no que diz respeito à dinâmica do trabalho realizado por uma determinada comunidade de aprendizagem online, esta pode realizada através do planeamento, propondo-se uma distribuição planeada das aprendizagens e/ou atividades, ou através de momentos vividos no dia-a-dia em que se torna necessário um aprofundamento da situação em questão. Assim, o desafio está em permitir que o planeamento integre a emergência, tornando-a numa oportunidade. (Afonso, 2009: 81)

 

Cláudia Rosa e Sara Neves

 

Referências bibliográficas:

·         Miranda, M. & Osório, J. (s/d). Liderança em Comunidades de Prática Online – Estratégias e Dinâmicas na @rcaComum. Braga: Universidade do Minho – Instituto de Estudos da Criança;

·         Afonso, A. (2009). A gestão das Comunidades de Aprendizagem enquanto geradoras de contextos de aprendizagem. (Um estudo de caso). Coimbra: Universidade de Coimbra.



publicado por saraneves13 às 17:14
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A nossa turma!

Olá meninas,

Como primeiro post neste blog pensámos que seria relevante dar-vos a conhecer a turma com que temos tido oportunidade de contactar.

 

 

 

A sala onde nos encontramos é da responsabilidade da docente Maria de Lurdes Morais Duarte Pereira.

A turma é composta por dezassete alunos, com idades compreendidas entre os oito e os dez anos. Consideramos importante referir também que um dos alunos da turma tem Necessidades Educativas Especiais, sendo acompanhado às segundas-feiras e às quartas-feiras no período da manhã por uma Professora de apoio, e um aluno com hiperatividade.

            No que concerne ao desenvolvimento cognitivo do grupo em geral verifica-se um certo desfasamento de alguns elementos relativamente ao ano escolar em que se encontram, sendo necessário um apoio individualizado em alguns casos. Deste modo, é de salientar que dois alunos beneficiam de um plano de acompanhamento individualizado, em que podem usufruir de uma consolidação de conhecimentos de acordo com o seu ritmo de desenvolvimento.      

De um modo geral, na turma vive-se um clima de bem-estar, segurança e um envolvimento ativo em ações conjuntas que possam surgir sem um olhar atento de um adulto, como é o caso de em situações de recreio, se algum problema surgir, a entreajuda verifica-se entre os colegas de turma, bem como, colegas da escola.

Dentro de sala de aula, a professora da sala comentou que o comportamento desta turma está muito diferente desde o ano letivo passado. Inicialmente a turma era bastante irrequieta, não cumpriam muito bem as regras de comportamento de sala de aula e facilmente se distraíam. Nesta fase, as regras de sala de aula já estão mais interiorizadas, e a turma de uma forma geral respeitam-nas contudo existem momentos menos positivos, por exemplo o esperar pela sua vez de falar e intervir positivamente e de acordo com o que está em curso nem sempre acontece.

 O grupo demonstra um sentido de pertença bastante positivo, pois conhecem o seu espaço e também, a boa organização da sala facilita a circulação, sem haver conflito. Na relação com a docente, os alunos transmitem um sentimento de segurança, confiança, respeito e companheirismo, sendo que recorrem a esta sempre que necessitam. 

 

Bom trabalho para todas!!!!

Cátia e Fátima J



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publicado por catiaduarte às 16:37
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2012
O trabalho colaborativo e a construção de conhecimento

Antes de mais, deparamo-nos com uma questão fundamental, que nos interessa explorar: o que é o trabalho colaborativo? Mas então surge uma segunda dúvida: qual a diferença entre trabalho colaborativo e trabalho cooperativo? Ou serão a mesma coisa?

A maioria dos textos que encontramos na nossa pesquisa refere o trabalho colaborativo e até a sua importância para as redes de aprendizagem, mas atropela a fase em que explicaria a noção.

Ora, é num texto de Paul Brna (1998), traduzido e publicado num congresso da Sociedade Brasileira de Computação, que conseguimos perceber alguns dos aspetos a ter em conta nesta controvérsia. Será que o trabalho colaborativo implica a divisão de tarefas? Será a colaboração um estado ou um processo?

Compreendemos que o trabalho colaborativo não o seria se implicasse apenas uma divisão de tarefas, em que cada um cumprisse a sua parte, ficando-se por aí. Ele é sim um estado em que os vários colaboradores fazem um esforço síncrono para discutir a mesma questão ou resolver o mesmo problema (Paul Brna, 1998). Diríamos que os participantes colaboram continuamente, realizando processos de cooperação, para conjuntamente resolverem um problema e/ou partilharem uma concepção conjunta.

Grosso modo, o trabalho colaborativo implica a interação entre sujeitos. Esta interação passa pela partilha de interesses e de vivências ou acontecimentos; pela procura de soluções para determinados problemas; pela análise das vivências, situações e problemas, procurando compreender as causas, as consequências, as estratégias e possíveis alternativas, entre outros aspetos. (Chagas, 2002)

                Neste sentido julgamos pertinente referir um dos pressupostos da teoria histórico-cultural, que tem por base o legado de Lev Vygotsky. Segundo esta, o indivíduo aprende e desenvolve-se a partir das suas interações com o outro. Ou seja, o desenvolvimento psíquico ocorre do plano interpsicológico – referente à interação com o outro – para o plano intrapsicológico – na mente do indivíduo (Vigotskii, 1988).

                O importante na aprendizagem é, no fundo, a construção do conceito pelos próprios indivíduos, em que estes mobilizam redes conceptuais para a construção do novo conceito, e em interação com o outro, actuam na sua Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP).

                A ZDP é um conceito originalmente definido por Vygotsky, mas Oers (2009) interpreta a sua definição como uma transição do que a criança é capaz de fazer para o que ainda não é capaz de fazer, através da colaboração.

                Assim podemos compreender a importância do trabalho colaborativo, que envolve a troca de ideias de forma continuada e um feedback constante perante as situações apresentadas, promovendo uma verdadeira construção de conceitos e, por isso, o desenvolvimento dos sujeitos que colaboram. Para além disso, constrói-se continuamente conhecimento, que é cada vez mais completo e mais rico.

                Por conhecimento entendemos, então, as novas ideias, pensamentos, soluções, conceitos, construídos a partir da colaboração entre os indivíduos, com sentido para os mesmos, porque essa construção aconteceu não apenas no plano cognitivo/empírico, mas acima de tudo na mente dos sujeitos envolvidos, contribuindo para o desenvolvimento das suas funções psicológicas superiores.

                Importa acrescentar que as ideias aqui apresentadas sobre a teoria histórico-cultural têm por base a nossa concepção de desenvolvimento, consolidada com a nossa pesquisa para a fundamentação teórica dos nossos relatórios de estágio.

Joana e Sara

 

Bibliografia consultada:


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publicado por coutinho-pereira às 23:36
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Comentário às publicações sobre Comunidades de Aprendizagem

Em relação à publicação da Dominique e da Ana, julgo que realmente é clara quanto à noção de comunidade virtual de aprendizagem. Para além disso, penso também que é muito importante terem referido as diferentes designações que se lhe atribuem (apesar de não se estenderem muito na clarificação dessas designações), pois assim temos outra capacidade de nos situarmos no tema, seja qual for o termo que nos apareça.

Também concordo que podiam falar um pouco sobre o processo de pesquisa e de leitura que utilizaram, até para partilharem as dificuldades sentidas nesse processo. Não importa apenas o resultado obtido, acredito que importa ainda mais o processo que conduziu a esse resultado. E julgo que este aspecto é importante para todas.

Em suma, parabéns e continuação de bom trabalho =)

 

Em relação à publicação da Sónia e da Cristiana, gosto particularmente do facto de referirem a educação como uma responsabilidade de todos. Penso que faz todo o sentido falarmos nessa aldeia global, cada vez mais sentido perante a crise que vivemos, que é muito mais do que económica, uma verdadeira crise de valores. E se é grande a responsabilidade de todos, a nossa (futuros educadores e professores) é ainda maior. Deixo no ar a questão: não será a educação, e o contributo de cada uma de nós para a mesma, uma forma de contornar esta crise de valores?

Julgo que o vosso artigo vem enriquecer o que diziam a Dominique e a Ana. Para além disso levantam a pontinha do véu em relação ao nosso tema (Joana e Sara), o trabalho colaborativo. Referem o termo colaboração e o termo cooperação. Eu coloco então a questão, será colaboração o mesmo que cooperação? Estarão relacionados?

 

Mas atenção, eu e a Sara estamos a preparar a nossa primeira publicação, onde pretendemos dar resposta a esta questão e ainda falar um pouco sobre a questão do conhecimento.

 

Por isso, não percam o próximo episódio, porque nós, também não! =P

 

Joana



publicado por coutinho-pereira às 21:44
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Síntese das sessões de 23 e 30/10

Na sessão de dia 23/10, ficou acordado que o trabalho se passaria a desenvolver mais através da interação no nosso espaço de comunicação mas a docente estaria sempre disponível à hora da aula para esclarecer eventuais dúvidas. Fez-se ainda um apelo para que a interação se iniciasse através, por exemplo, da caraterização dos contextos, da partilha das atividades que pretendem desenvolver... (já temos mensagens destes dois tipos). No decurso da mesma sessão demostrou-se também alguma perplexidade por nem todas as alunas estarem já associadas ao blogue da UC e ilustrou-se (fazendo uma demonstração) como inserir um "post" e um comentário na mesma ferramenta de comunicação.

No dia 30/10 só apareci na sala pelas 19h00 (distrai-me a comentar as mensagens já partilhadas!!!!). Nas próximas semanas batam no meu gabinete s.f.f. (logo depois das casas de banho). Ainda me encontrei com a dupla Inês e Ana e estive a ajudá-las a inserir uma imagem no blogue. Para o fazer têm que carregar a imagem primeiro para o Sapo Campus (seguir as instruções no separador "FOTOS", em cima). Depois de carregada a imagem, inserem-na usando o botão respetivo (no menu de cima do editor, segundo da direita para a esquerda).

Para terminar, volto a dar os parabéns a quem iniciou a interação no nosso espaço. Não sendo educadas(os) para o erro, é sempre um passo difícil expormo-nos. Deixei vários comentários e questões cuja finalidade é refletirmos sobre o que já foi partilhado, questionando, cruzando as informações, apontando outras possibilidades... Agora é a vossa vez. Estou/estamos todas à espera!!!

MJL


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publicado por mjoao às 19:59
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Caraterização do contexto educativo _ Ana Gomes e Inês Silva

Neste primeiro post pretendemos realçar a importância de caraterizar o contexto educativo de forma a facilitar a compreensão de futuras partilhas e trocas de ideias/ experiências.

A instituição em causa é publica e o grupo de 24 crianças  de idade pré-escolar que frequenta a única sala do estabelecimento,  encontra-se na faixa etária dos 2 aos 6 anos de idade.

Gráfico de idades:

Este Jardim de Infância situa-se num meio misto, entre o urbano e o rural. A população residente, na sua grande maioria trabalha no centro da cidade ou em locais mais afastados, o que faz com que este lugar sirva de dormitório para muitas famílias. As crianças revelam-se participativas, empenhadas, autónomas e com um elevado espírito de interajuda. A Educadora mostra um grande respeito pelas crianças, preocupando-se com as caraterísticas individuais de cada criança, estimulando e promovendo o bem-estar geral.  A planificação diária resulta do diálogo entre as crianças e o educador, o que revela a importância dada ao trabalho colaborativo (criança-educador).

 


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publicado por inessilva às 19:19
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Definição do conceito "Comunidades de Aprendizagem"

 

O presente texto compreende um aprofundamento do conceito comunidades de aprendizagem. Nele pretende-se uma clarificação do mesmo bem como, de outros conceitos/termos que na literatura lhe estão associados, tais como, comunidade de aprendizagem online/virtual.

            Assegurar uma educação para todos é fazer da educação uma necessidade e uma tarefa de todos. A educação e a aprendizagem não devem ser consideradas como um fim em si mesmas, mas sim como condições essenciais para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos, por forma a combater a pobreza, a desigualdade social e a própria desigualdade educativa (Torres, 2002).

Importa considerar a educação e a aprendizagem da responsabilidade conjunta da comunidade local, regional e nacional, assim como dos indivíduos que convivem com as crianças e adolescentes. Como tal, considera-se que “é preciso toda uma aldeia para educar uma criança” (provérbio africano) criando-se assim o conceito de comunidade de aprendizagem (Torres, 2002).

De acordo com Freitas (2010) “uma comunidade de aprendizagem é uma organização social de pessoas que trabalham em conjunto, partilhando conhecimentos, atitudes e valores, para alcançar objetivos mútuos” (p. 15). O conceito de comunidade surge associado à proximidade do espaço, à partilha de interesses e objetivos, à troca de informações e opiniões, à colaboração e à cooperação entre os participantes.

Nestas comunidades, os indivíduos aprendem através da colaboração e da partilha de “conhecimentos e experiências de formas criativas, que fomentam novas abordagens dos problemas e da própria aprendizagem” (Afonso, 2009, p. 68). No dizer de Afonso (2009), “a colaboração pode ser considerada como a pedra basilar das comunidades na aprendizagem, na medida em que promove a construção social do conhecimento através da interação” (p. 70).

Uma vez que as comunidades são constituídas por grupos de pessoas o seu maior desafio é o de ser capaz de criar ambientes ricos que sejam propícios para uma aprendizagem individual e coletiva, onde cada um tem um papel fundamental na sua aprendizagem e na construção de espaços favoráveis ao desenvolvimento de conhecimento coletivo (Afonso, 2009). A comunidade aprendente torna-se então um meio para a construção de conhecimento sendo que os seus membros dependem uns dos outros para obter sucesso nas aprendizagens. É, por isso, necessário a valorização do trabalho individual em torno de uma aprendizagem coletiva.

O crescente avanço das tecnologias permitiu uma nova abordagem do conceito de comunidade de aprendizagem. Nesta, o espaço não deixa de existir, no entanto, assume um caráter virtual. Neste sentido, o conceito de comunidade de aprendizagem virtual “remete-nos para as oportunidades de aprendizagem que um conjunto de indivíduos vivencia num determinado ambiente online” (Costa, 2012, p. 61).

Uma comunidade de aprendizagem virtual é constituída por pessoas com objetivos partilhados que podem “discutir, construir redes e desenvolver o sentido de tolerância e respeito, em relação à opinião e argumento de outros” (Freitas, 2010, p. 15).

Segundo Gonçalves (2010), “as comunidades virtuais de aprendizagem são realizações típicas da inovação tecnológica e da apropriação do ciberespaço como ambiente para educação regular ou informal.” Segundo a autora, as comunidades de aprendizagem online ou presencial podem definir-se como “um projeto educativo partilhado por um grupo de pessoas que estabelecem um processo de aprendizagem para educar-se” (p. 154).

Ubon e Kimble (2003), citados por Freitas (2010), aludem para o facto de uma comunidade de aprendizagem online utilizar ferramentas tecnológicas para mediar a sua comunicação e interação social.

No dizer de Gonçalves (2010) as comunidades de aprendizagem criam-se e sobrevivem através das interações que os seus membros estabelecem entre si sendo que para a sua sobrevivência é fundamental a motivação dos mesmos e a disposição que têm para partilhar e cooperar com os outros (Haetinger, 2005, citado por Gonçalves, 2010). Segundo a autora, “as trocas de experiências, a motivação para tornar o grupo cada vez mais forte, parte da vontade das pessoas em compartilhar suas habilidades, curiosidades, conhecimentos, competências, estabelecer objetivos comuns e são imprescindíveis à consolidação dos grupos online” (p. 147) sendo que, sem isto as comunidades deixam de existir, logo não sobrevivem.

 


 

Referências Bibliográficas:

 

·         Afonso, A. (2009). A Gestão das Comunidades de Aprendizagem enquanto Geradoras de Contextos de Aprendizagem. Tese de Doutoramento não publicada. Coimbra: Universidade de Coimbra.

·         Costa, F. (2012). Comunidades virtuais de aprendizagem: traços, perspetivas de estudo e desafios às instituições educativas. Perspetivas, 1, 59-75.

·         Freitas, M. P. G. (2010). Interacção e utilização de serviços de comunicação em comunidades de aprendizagem. Dissertação de Mestrado não publicada. Aveiro: Universidade de Aveiro.

·         Gonçalves, C. (2010). O Desenvolvimento das Comunidades de Aprendizagem Online: Um Estudo de Caso na Formação de Professores no Amazonas. Tese de Doutoramento não publicada. Minho: Universidade do Minho.

·         Torres, R. M. (2002). A educação em função do desenvolvimento local e da aprendizagem. Pátio: Revista Pedagógica, 24, 22-25.


Cristiana Amorim e Sónia Maia


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publicado por soniamaia às 17:37
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012
Refletindo sobre a Definição de Comunidades Virtuais de Aprendizagem

             Refletindo acerca das leituras e pesquisas feitas sobre o tema: “Definição de comunidades de aprendizagem online”, notámos que existem diferentes entendimentos sobre o que significa a expressão “Comunidade Virtual de Aprendizagem”. Conscientes disto, podemos definir o conceito de comunidade de aprendizagem quando os membros que partilham o espaço virtual nomeadamente determinado endereço, partilham os seus conhecimentos contribuindo assim para o desenvolvimento de aprendizagens comuns de forma a alcançar os mesmos objetivos. Como refere Costa (2012) “Ao contrário do que acontece numa sala de aula tradicional, em que o professor e alunos se encontram num mesmo espaço físico, um ambiente online, é caraterizado justamente pela não-presença física dos seus intervenientes, mantendo-se, no entanto, os restantes elementos do currículo que normalmente caraterizam as situações estruturadas de ensino e aprendizagem.”

             É cada vez mais frequente a utilização da palavra “comunidade” associada a outras palavras ou expressões, algumas já de utilização frequente e outras menos conhecidas: comunidades de aprendizagem, comunidade virtual de aprendizagem, comunidade de prática, comunidades deslocalizadas, comunidades de interesse, comunidades online, comunidades de investigação, comunidades em rede, cibercomunidades, etc. Apesar de haver uma grande diversidade de expressões, e independentemente de qual se utiliza, o que está em causa é a possibilidade das redes criarem espaços de interação e trabalho entre as pessoas. Uma das grandes tendências de hoje é a sua utilização em contextos educativos e de formação (sendo este o nosso caso, no âmbito da unidade curricular de Gestão de Comunidades de Aprendizagem online).

Tornou-se importante para nós refletir também um pouco acerca do aparecimento deste conceito. Posto isto, vimos que o conceito de comunidade foi-se desenvolvendo nos últimos 10 a 15 anos, como consequência do reconhecimento das necessidades de inovação educativa e da tomada de consciência das limitações da educação formal e escolar perante os desafios da sociedade atual, particularmente da necessidade de formação permanente. A expressão comunidade virtual foi popularizada por Rheigold em 1994, referindo-se ao desenvolvimento de novas entidades em rede, uma nova classe de lugar ciberespacial possibilitado pela Internet. No contexto atual a expressão comunidade virtual tem sido utilizada para caracterizar novas formas de interação, estruturação e organização através de redes de comunicação. Pode funcionar como uma metáfora que dá certo sentido a um grupo de pessoas que interage via rede eletrónica.

 

Nota: Achamos que esta definição é suficiente clara para quem não vai ter oportunidade de ler os mesmos artigos sobre este assunto que nós lemos. No entanto, se alguém tiver alguma dúvida poderá colocar-nos que nós tentaremos responder.

 

Bibliografia:

COSTA, F. (2012). “Comunidades virtuais de aprendizagem: traços, perspetivas de estudo e desafios às instituições educativas.” Perspetiva, Florianópolis, v.30, n.1, pg. 59-75.

 

Ana Fernandes e Dominique Carocho


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publicado por dominique-carocho às 16:48
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012
Halloween

Olá educadores ...

Espero que as vossas intervenções estejam a correr da melhor forma.

A próxima semana terá muitas emoções .. Não é verdade?

A nossa (minha e da Sara) terá algumas traquinisses e ainda acabará com um docinho para deixar as crianças curiosas para saberem um pouco mais da origem do Halloween.

Como será a vossa?

 

Cumprimentos a todas,

Cláudia Rosa



publicado por claudia-rosa às 18:44
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