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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
Caracterização do contexto

Como ainda não o tínhamos realizado decidimos dar-vos a conhecer um pouco do contexto onde nos encontramos a realizar a nossa prática pedagógica. Este semestre passámos para o mundo dos mais pequenos, e encontramo-nos a estagiar no jardim-de-infância do Centro Escolar Nossa Senhora do Pranto, numa sala com 22 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos.

            O Centro Escolar de Nossa Senhora do Pranto é um edifício recente, constituído por duas salas do pré-escolar e oito salas do 1º ciclo, um refeitório, uma biblioteca, e ainda um espaço de ATL.

            Relativamente à sala onde estamos a realizar o nosso estágio, esta está organizada em diferentes pontos de interesse que vão mudando constantemente consoante os interesses e necessidades das crianças. Desta forma não é possível realizar uma planta da sala, uma vez que esta nunca permanece igual durante muito tempo.

            Um dos aspetos que mais nos agradou quando entramos na sala foi o facto de esta ter uma das paredes totalmente envidraçada dando acesso ao espaço exterior onde as crianças têm um pequeno parque, havendo assim a possibilidade das crianças frequentarem o interior e o exterior da sala, sempre que o desejam, havendo sempre a possibilidade dos adultos conseguirem observar tudo o que ocorre em ambos os espaços.

            Relativamente ao grupo de crianças este é constituído por 10 crianças do sexo feminino e 12 crianças do sexo masculino, a maior parte das crianças já tinha frequentado o jardim-de-infância em anos anteriores existindo apenas 3 crianças em que é o primeiro ano que o fazem.

De uma forma geral o grupo demonstra níveis de bem-estar emocional e implicação muito elevados. É permitido às crianças que circulem livremente pela sala estando à sua disposição uma grande variedade de atividades possíveis que podem desenvolver mediante os seus interesses e motivações, proporcionando uma dinâmica interessante e harmoniosa.

Podemos mesmo afirmar que a participação e autonomia tão assertiva destas crianças as torna desenvoltas do ponto de vista das suas decisões, curiosas e com muita tendência para situações desafiadoras.

As crianças evidenciam um grande à vontade no contexto, estabelecem relações positivas entre si e os adultos, estão felizes, alegres e dinâmicas.

A heterogeneidade do grupo é um fator importante na medida em que as crianças mais velhas quase que intuitivamente estabelecem laços de proteção, atenção e carinho com os mais novos e estes com os mais velhos acabam por se sentir mais seguros e muitas vezes olham-nos como exemplo, para o “bem” ou para o “mal”.

Mas com o decorrer do tempo de observação fomo-nos apercebendo de algumas situações que nos suscitaram algum interesse, começamos a perceber que as crianças ainda não tinham bem presentes alguns valores necessários ao bom funcionamento de um grupo, como por exemplo, saber partilhar, saber escutar, ser generoso, a questão de não levar brinquedos para casa sem pedir autorização, despertavam por vezes alguns conflitos que as próprias crianças não sabiam como resolver.

Relativamente às rotinas, as crianças entram na sala as 9h, havendo um período de adaptação ao espaço, onde as crianças vão realizando jogos de mesa, e onde vão conversando com a educadora enquanto os restantes colegas vão chegando. Após este período é proposto às crianças sentarem-se na manta onde lhes é demonstrada a variedade de propostas de trabalho que podem ir realizando ao longo do dia, uma vez que ao dispor das crianças existem sempre diferentes ateliês de trabalho, onde cada uma pode realizar a atividade que mais lhe agrada.

Por volta das 10h30 é o intervalo, onde as crianças lancham e brincam, na maior parte das vezes no exterior, regressando à sala por volta das 11h, onde podem retomar as atividades iniciadas anteriormente ou brincar espontaneamente na sala. Das 12h às 13h30 é a hora de almoço, apenas 6 crianças vão almoçar a casa, as restantes almoçam no ATL. Das 13h30 às 15h30 as crianças voltam à sala onde por vezes lhes são propostas novas atividades, ou a continuação das que foram iniciadas anteriormente.

Por volta das 15h30 seis crianças vão para casa ficando as restantes no ATL, por vezes até às 19h.

No início as crianças sentiram alguma dificuldade em nos assumirem como educadoras, mas com o passar dos dias fomos cativando cada uma delas, e atualmente já somos vistas como pessoas que assumem alguma importância nas suas vidas.

Tem sido bastante enriquecedor trabalhar com este grupo e com a educadora que nos tem apoiado e ensinado bastante.

 


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publicado por claudiarmarques às 19:42

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De amramos a 30 de Novembro de 2012 às 11:28
Olá Liliana e Cláudia!
É bom perceber que no vosso contexto o interesse da criança é valorizado e que há espaço para o brincar livre e a livre iniciativa! Esses aspetos tornam tão mais rico o trabalho de um educador! Pelo menos, do nosso ponto de vista…
Relativamente aos conflitos entre as crianças, de facto é uma parte difícil de gerir, tanto para nós, como para as crianças, principalmente porque ainda não conseguem verbalizar o que sentem e, muitas vezes, canalizam esses sentimentos para comportamentos que podem ser agressivos.
Nesse sentido, o trabalho com a caixa das emoções pode ser uma estratégia que ajuda a criança a desenvolver competências ao nível da verbalização do que está a sentir, sendo que é sempre um trabalho moroso.
Já trabalharam com esta caixa?
Quanto aos conflitos em si, no ano passado optávamos por mediar alguns desacordos, em que procurávamos evitar perguntas do tipo “Por que é que fizeste isso?”, substituindo-as por “O que aconteceu? O que se passou?” e em seguida, verbalizávamos o que cada criança tinha sentido. Depois, questionávamos (por exemplo, no caso de um conflito porque queriam andar na mesma trotinete): “A Ana quer andar de trotinete, o Francisco também quer. Só há uma trotinete. Como podemos resolver?”. As crianças acabavam por resolver sozinhas o conflito e daí a nada era como se nunca tivesse acontecido. Foi muito interessante ver esta dinâmica em ação várias vezes.
Também optámos por introduzir recursos que permitissem a cooperação entre as crianças, o trabalharem juntos para atingir determinada meta, tal como construir uma tenda com lençóis e caixas da fruta. Percebemos que o nível de conflitos era menor, quando comparado com as brincadeiras onde cada um procurava ter para si determinado brinquedo.
Como têm feito em relação aos vossos conflitos?
A questão da “autoridade da educadora” também se aplicou no nosso contexto do ano passado. Sentimos no início, várias vezes, a exploração dos nossos limites, por parte das crianças. A determinada altura tivemos de alterar algumas ideias prévias da nossa parte, tal como, sentarmo-nos no chão com as crianças. Percebemos que, com aquele grupo, tínhamos de estar numa cadeira, ao lado deles é certo, mas na cadeira.
E vocês, que limites foram testados? Alteraram muito as vossas posturas que pensavam inicialmente?
Continuação de boas práticas.
Alexandra e Ana Catarina


De claudiarmarques a 30 de Novembro de 2012 às 20:58
Olá Alexandra e Catarina!
Em primeiro lugar é bom saber a opinião de alguém que já passou pelo mesmo que nós e que já sentiu as mesmas dificuldades.
Para nós foi um pouco difícil adaptarmo-nos à nova realidade, na medida, em que tal como referiram, as crianças ainda não são capazes de verbalizar corretamente o que sentem, e como tínhamos vindo de um contexto onde isso não acontecia, este obstáculo foi algo que nos fez pensar.
Mas com o passar do tempo acabamos por ir superando essas dificuldades, recorrendo à caixa das emoções, que de facto se apresentou como um bom ponto de partida.
Atualmente tentamos resolver os conflitos conversando com as crianças, questionando-as e dando-lhes espaço para serem elas próprias a resolverem os seus conflitos. Ultimamente percebemos que elas próprias utilizam o vocabulário específico e necessário para resolverem os seus atritos, como por exemplo “Devemos de partilhar os brinquedos da sala, por isso podes brincar um bocadinho e depois brinco eu.”
As crianças com o decorrer do tempo acabaram por perceber que devem resolver os seus conflitos através das palavras, e não de imediato através dos atos.
Relativamente à nossa postura perante o grupo, de facto tivemos de modificar alguns comportamentos, um deles, o que vocês referiram, chegamos à conclusão que não nos podíamos sentar no chão com eles, porque não nos deixavam falar. No início tivemos de mostrar alguma autoridade, mesmo que isso nos tenha custado, perante algumas crianças, para que nos respeitassem.
Agradeço o vosso comentário, pois é bastante encorajador e motivante saber que não estamos sozinhas nesta luta, e que alguém já passou pelo mesmo.
Obrigada pela vossa partilha!
Cláudia e Liliana


De ana-pombeiro89 a 4 de Dezembro de 2012 às 21:41
Olá meninas!

Achei engraçado e positivo o fato de as áreas da sala sofrerem alterações consoante os interesses das crianças. É importante no sentido em que as crianças nunca se fartam de uma determinada área. Além disso, o fato das crianças poderem circular do espaço interior para o exterior é vantajoso pois é uma forma destas desenvolverem a sua autonomia.

Referiram ainda que 3 crianças do grupo estão a frequentar o jardim-de-infância pela primeira vez. Sentem que estas estão tão integradas no grupo como as restantes?
Referiram também que as crianças mais velhas têm o instinto de proteção para com as mais novas o que eu achei interessante e positivo

Continuação de bom trabalho!

Ana Pombeiro


De coutinho-pereira a 11 de Dezembro de 2012 às 19:58
Olá meninas.

Parabéns pelo vosso post.
Como já foi referido, penso que é extremamente vantajoso o facto de o espaço estar em constante evolução. Acredito que se torne bastante estimulante para as crianças, certo? Mas como fazem essas mudanças, baseiam-se sempre no material que já existe, ou vão alterando e introduzindo novos materiais?
Quanto à questão da autoridade é muito bom perceber que, ao que parece, existem várias díades a sentir essa dificuldade, tal como eu e a Sara.
Estamos no mesmo contexto em que estiveram a Alexandra e a Catarina, e sentimos alguma dificuldade em conseguir "agarrar" o grupo.
Fomos adotando algumas estratégias para contornar o problema, como relembrar-mos as regras (esperar pela sua vez de falar, colocar o dedo no ar, sabermos ouvir os outros, ...); contar até três e a partir daí vamos todos falar baixinho; cantarmos uma música para as crianças acalmarem; etc. Estas estratégias têm funcionado bem e temos conseguido outro olhar das crianças em relação a nós.

Continuação de bom trabalho =)
Joana


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