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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
1 - Caraterização do Contexto

         Neste post iremos: refletir um pouco sobre a importância da observação para a caraterização do contexto, daremos a conhecer algo da caraterização da turma do 2º ano onde nos encontramos inseridas, bem como o espaço educativo e aspetos respeitantes à organização e gestão da rotina e por fim, refletiremos sobre a importância desta primeira fase de caraterização para as fases que se seguem de intervenção. Iremos expor a informação desta forma e com este conteúdo porque consideramos que vos pode ajudar a conhecer um pouco melhor o nosso contexto, porque tem uma organização e um encadeamento lógico (no nosso entender) e a conhecer também a nossa perspetiva sobre a importância da observação para a consequente caraterização.

A primeira fase deste percurso foi de observação, que teve a duração de três semanas, e que vai assumir-se como um elo de investigação obrigatório para as posteriores intervenções. Citando Estrela (1994: 21) “não é possível qualquer intervenção, minimamente fundamentada do ponto de vista científico, se não conhecermos com objetividade a realidade em que pretendemos intervir.” Assim, consideramos que esta fase de observação é crucial e obrigatória, pela importância que tem para o conhecimento mais profundo e claro dos alunos.

Deste modo, com base na observação foi possível conhecer o contexto e o grupo com quem vamos estar durante este período de estágio. No entanto, a observação é um elemento flexível e possui um campo de abrangência muito grande, existindo, desta forma, várias dificuldades inerentes a este processo, pelo que é recomendável enumerar alguns critérios para o contexto em análise para assim facilitar a tarefa. Neste âmbito, é de referir que o Sistema de Acompanhamento das Crianças (SAC) se assumiu e assume como fundamental nesta fase, na medida em que fornece indicações sobre os pontos-chave onde deveríamos centrar a nossa atenção. Assim sendo, pudemos ter uma noção mais concreta e detalhada do grupo, em que nos foi possível conhecer as rotinas, as interações, as estratégias utilizadas pela professora responsável, cada criança, o clima do grupo, o espaço para a iniciativa, a organização do espaço e a oferta educativa.

A turma é composta por 16 alunos, o que na nossa ótica, é muito bom em termos de trabalho, pois o nível de atenção dispensada a cada criança é mais elevado. Os alunos têm idades compreendidas entre os 6 e os 8 anos de idade e a turma é composta por 9 alunos do sexo masculino e 7 do sexo feminino.

O espaço educativo que envolve as crianças do grupo encontra-se amplamente organizado e pensado. As mesas encontram-se dispostas no seu modelo mais tradicional, três filas de quatro mesas separadas umas das outras. A professora explicou-nos que esta disposição torna-se mais cómoda para ela e para os alunos, no sentido em que pode acompanhar mais facilmente os alunos, consegue ter uma visão mais ampla sobre o trabalho que cada aluno está a desenvolver e não permite que os alunos estabeleçam tanta conversa uns com os outros, o que poderia perturbar o decorrer da aula.

Relativamente à organização do dia, podemos dizer que há uma rotina diária, em que de manhã, após o soar da campainha, as crianças entram na sala, deslocam-se a um dos armários e recolhem uma caixa com material necessário ao bom funcionamento das aulas sentando-se na secretária que lhe corresponde, sendo que um aluno por ordem alfabética entrega os cadernos diários, enquanto a professora ou um aluno que se voluntarie vai escrever a data no quadro. Todos os alunos fazem a data no seu caderno e ficam a aguardar indicações da professora para o trabalho a realizar. Segue-se a hora do lanche e do intervalo, onde as crianças podem ir para o exterior brincar, voltando, posteriormente, à sala para retomar o trabalho. Chegando a hora do almoço, existem crianças que almoçam na escola, outras que vão almoçar a casa. Depois regressam à sala de aula, onde dão início ao trabalho. Às 15h30 as atividades letivas dão-se por encerradas, seguindo-se as AEC’s. Na transição existe um intervalo em que as crianças lancham e podem brincar no exterior. Existem crianças que não frequentam as AEC’s, pelo que regressam a casa.

                Por fim dizer que no nosso entender esta fase de caraterização do contexto assumiu-se como muito importante na medida em que um professor necessita de conhecer as suas crianças de forma muito precisa e organizada para poder intervir com sucesso. Citando Rief & Heimburge (2000, p.188) “Para que um professor seja eficaz, é imperativo que tenha consciência das dificuldades académicas, comportamentais e socio emocionais de alguns dos seus alunos e que seja sensível e compreensivo relativamente a estas.”

 

Referências Bibliográficas:

ESTRELA, A. (1994). Teoria e Práticas de Observação de Classes. Um Estratégia de Formação de Professores. Porto: Porto Editora.

 Rief, S. & Heimburge, J. (2000). Como Ensinar Todos os Alunos na Sala de Aula Inclusiva. Porto: Porto Editora. 

 

Ana e Dominique 

 


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publicado por dominique-carocho às 10:19

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De t-soraia a 29 de Novembro de 2012 às 15:51
Olá meninas

A vossa caracterização, para mim, está clara e foca os aspetos essenciais que se referem à fase de observação. Concordo quando citam Rief & Heimburge (2000) que nos dizem, por outras palavras, que a eficácia de um professor é tanto maior quanto melhor conhecermos o contexto onde vamos atuar e os alunos com quem vamos trabalhar. Ainda assim, no meu entender, apesar da fase de observação de que dispusemos se revelar de extrema importância e utilidade, considero que não é suficiente para construirmos um conhecimento devidamente aprofundado e fundamentado. É claro que ajuda bastante, mas penso que a organização do nosso curso peca bastante em alguns aspetos, e este, para mim, é um deles.
No que concerne à descrição que concretizaram acerca da rotina do vosso contexto de intervenção, à medida que ia lendo podia associar facilmente a rotina do contexto no qual me encontro a intervir. Apesar de pertencer a outro agrupamento de escolas, a rotina é exatamente igual no que respeita aos horários das atividades letivas e de enriquecimento curricular, dado o caráter público da instituição.
A parte introdutória da vossa publicação também está bem organizada e remete facilmente o leitor para a estrutura e objetivos do texto.

Continuem com o bom trabalho Ü

Tânia


De ana-pombeiro89 a 4 de Dezembro de 2012 às 21:29
Olá meninas!

Penso que o vosso primeiro parágrafo foi esclarecedor quanto ao que podemos encontrar no vosso post.

Concordo, quando afirmam que a fase da observação é crucial para que consigamos conhecer o grupo com quem vamos trabalhar.
Referem que a turma com quem estão a trabalhar é de 16 alunos. De fato, trabalhar com um grupo mais pequeno é uma vantagem exatamente porque, como vocês dizem, é mais fácil dar atenção a cada criança.
Penso que a forma como a sala esta organizada pode influenciar positiva ou negativamente o aproveitamento dos alunos e por isso acho pertinente que a professora se preocupe nesse sentido

A meu ver fizeram uma boa caracterização do contexto educativo, por isso continuação de bom trabalho!


Ana Pombeiro




De coutinho-pereira a 11 de Dezembro de 2012 às 19:38
Olá meninas!
Penso que é pertinente o facto de começarem por apresentar a estrutura do vosso texto, o que nos dá de imediato um apanhado geral.
Quanto à questão da importância do período de observações, a minha opinião é um pouco dual. Por um lado este permite-nos conhecermos a instituição, a sala e o seu funcionamento, assim como começarmos a conhecer as crianças.
Por outro lado concordo com a Tânia quanto ao facto de que o período que temos não é suficiente para conhecermos as crianças, até porque estamos constantemente a conhecê-las, diria mesmo a (re)conhecê-las. Mas esse conhecimento também acontece (talvez seja ainda maior) quando estamos em efetiva intervenção e não apenas em observação.
Para além destes aspetos, o que eu e a Sara sentimos é que o período, de três semanas, em que somos meras espectadoras, leva-nos a estabelecer uma relação um pouco passiva com as crianças. Ora, quando nos tornamos as "educadoras" temos de recriar a nossa relação com elas, no sentido de perceberem que agora é a nós que se devem dirigir, que agora somos o adulto de referência e que devem respeitar-nos tal como fazem com a educadora. Contudo, as crianças têm com a educadora uma relação e uma forma de estar que se construiu com tempo, e com uma estabilidade que nós (estagiárias) não proporcionamos, já que lá estamos apenas três dias por semana, durante um curto período de tempo.
Quanto à vossa caracterização, vocês referem que as observações são importantes para conhecerem os alunos, as dificuldades académicas, comportamentais e socio-emocionais. No entanto, não fazem nenhuma caracterização das crianças em si, reportam-se apenas ao espaço e às rotinas. Penso que seria interessante falarem sobre os alunos (nos aspetos referidos) e partilharem as estratégias que pensam adoptar para responder às suas características (dos alunos).

A criticar para construir,
Continuação de bom trabalho =)
Joana


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