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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012
Caracterização da turma

Olá a todas! Como ainda não tinha partilhado em que contexto me encontro a desenvolver a minha prática pedagógica e o projeto de intervenção-investigação no âmbito de SIE, aqui vai!

Estou na EB1 do Solposto (ou Centro Educativo do Solposto), numa turma do 3º ano, sendo que esta escola integra o agrupamento de escolas de São Bernardo.

A turma em questão é constituída por dezanove alunos, onze do sexo masculino e oito do sexo feminino, com idades compreendidas entre os sete e oito anos. A maioria dos alunos é proveniente das freguesias de São Bernardo, Glória, Santa Joana e de Aveiro. Maioritariamente, os alunos vivem com as suas famílias que são, na generalidade, nucleares, existindo um caso de uma aluna que vive com os avós.

Pelo que pude observar, os alunos desta turma são bastante astutos e perspicazes, demonstrando interesse nas atividades propostas. Ainda assim, é natural que existam alunos menos participativos e um pouco tímidos, pelo que tenho de me manter atenta de modo a não os deixar passar despercebidos no decorrer das aulas. Percebi também que a turma integra alunos com algumas dificuldades em determinadas áreas e que, por isso, talvez sejam menos participativos nas áreas em questão. Desta forma, tenho também de focar a minha atenção nas necessidades individuais destes alunos e procurar auxiliá-los de forma mais peculiar nas áreas que detenham dificuldades.

Dos dezanove alunos que constituem a turma, uma aluna detém necessidades educativas especiais. Esta aluna sofre de transtorno de déficit de atenção/hiperatividade [TDAH]. Em concordância com Rohde, Constantino, Filho, Benetti, Gallois e Kieling (2004), a TDAH “[…] é um transtorno mental com alta prevalência em crianças e adolescentes, causando prejuízos importantes no funcionamento dos indivídos acometidos” (p. 122). Ainda em consonância com os autores supramencionados, “as características nucleares do transtorno na infância são a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade”, o que pode afetar adversamente o desempenho académico das crianças (p. 123). Todavia, a aluna encontra-se medicada e, apesar de sofrer de TDAH, de acordo com o observado e com a informação facultada pela professora titular de turma, encontra-se perfeitamente controlada e estável, não sendo uma criança que, na generalidade, perturbe o funcionamento das aulas. De acordo com a professora titular e com o trabalho que já desenvolvi com os alunos, a aluna acompanha o ritmo de trabalho da turma, bem como os conteúdos abordados, não existindo diferenciação de tarefas ou atividades.

Todavia, em concordância com a professora titular e com o que pude observar, a aluna revela mais dificuldades ao nível da área da matemática, especialmente nas questões relacionadas com o raciocínio matemático.

Ainda acerca deste tópico é relevante referir que a aluna supramencionada goza de apoio por parte da Educação Especial, existindo uma professora incumbida de lhe prestar o referido apoio. Este apoio ocorre duas vezes por semana, às segundas e quintas-feiras, durante a primeira hora da tarde, isto é, das 13 horas e 30 minutos às 14 horas e 30 minutos. É realizado na sala de aula, durante o decorrer da atividade letiva, sendo que a professora de apoio permanece apenas com a aluna em questão, auxiliando-a na tarefa que os restantes alunos da turma também estão a concretizar.

Para além da aluna anteriormente referida, existe outra que se encontra sinalizada para usufruir de apoio educativo. Esta aluna apesar de não possuir nenhuma NEE em particular, em concordância com informação disponibilizada informalmente pela professora titular de turma, ficou retida no 3º ano e carece de apoio educativo. Contudo, e até então, ainda não foi disponibilizado pelo agrupamento nenhum professor que efetivasse esse apoio.

Na generalidade, a turma é bastante boa e os alunos são muito trabalhadores e empenhados, o que, entre outros fatores, está a contribuir em grande medida para a boa experiência que estou a ter em contexto de 1º ciclo.

Espero que tenha sido clara e que tenham ficado a conhecer um pouquinho dos meninos com quem trabalho!

 

Beijinhos, Tânia.


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publicado por t-soraia às 16:50

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De soniamaia a 20 de Novembro de 2012 às 17:57
Olá Tânia!
Consideramos que a tua descrição da turma está bem feita, dando uma ideia boa acerca das crianças em questão.
Nós já contactamos com estas crianças e concordamos com tudo o que referiste sendo que focaste os aspetos mais importantes.
Relativamente à menina com NEE, durante o tempo que estivemos a intervir nesse contexto, e por decisão da professora titular, a mesma sempre realizou as atividades que os restantes colegas realizavam. Por vezes ela demonstrava algumas dificuldades que eram colmatadas com ajuda mais individualizada.

Boa sorte nesta etapa

Sónia e Cristiana


De t-soraia a 29 de Novembro de 2012 às 15:55
Obrigada pelo vosso comentário, Sónia e Cristiana.

Realmente, as dificuldades da aluna com NEE ainda continuam a ser ultrapassada através do apoio mais individualizado que é conferido à aluna por mim ou pela professora titular, dependendo de quem estiver responsável pela aula.
Ainda assim, esta é uma tarefa que não é, de todo, fácil, uma vez que existem outros alunos que também necessitam de apoio individualizado face às suas dificuldades.
No entanto, fazemos sempre o melhor que conseguimos, de forma a dar resposta a todos os alunos, face às suas necessidades!

Tânia


De catia lopes a 20 de Novembro de 2012 às 22:31
Olá Tânia
Gostei de ler a caracterização que aqui apresentas, acho que foste clara em relação à caracterização do teu grupo, focando os aspectos que consideras mais importantes.
Neste momento como lidas com a situação de teres uma criança com NEE no grupo? Pergunto isto porque nunca lidei com tal situação. Como têm corrido as actividades com esta criança?

Continuação de um bom trabalho ;)*


De t-soraia a 29 de Novembro de 2012 às 17:44
Olá Cátia!

Antes de mais, obrigada pelo comentário.

Até há relativamente pouco tempo, a hiperatividade desta aluna não se revelava muito perturbante no decorrer das aulas, pois esta toma medicação diária que lhe permite ficar mais tranquila. Contudo, a medicação foi alterada e, ultimamente, a agitação da aluna tem sido um desafio com o qual tenho de lidar durante a ação. Apesar de ainda estar a familiarizar-me as novas circunstâncias, vou arranjado estratégias e alternativas para abordar a aluna de forma a conseguir focar-lhe a atenção nas atividades. Tenho apostado, essencialmente, em abordagens que não irritem ou aborreçam ainda mais a aluna, tentando conversar com ela calmamente e fazendo-a perceber que se ela não moderar o seu comportamento não consegue aprender nem deixa os restantes colegas aprenderem. Relativamente às atividades planificadas, quando são atividades de cariz mais prático, como no caso das expressões, não existe qualquer entrave que impossibilite ou dificulte o desenvolvimento da aluna. Quando são atividades mais relacionadas com conteúdos teóricos, principalmente ao nível do raciocínio e compreensão matemáticos e na área de português, devido às dificuldades que a aluna apresenta, é necessário que eu ou a professora titular lhe concedamos um apoio mais individualizado, dependendo de quem estiver responsável pela aula.
Ainda assim, esta é uma tarefa que não é, de todo, fácil, uma vez que existem outros alunos que também necessitam de apoio individualizado face às suas dificuldades.
No entanto, fazemos sempre o melhor que conseguimos, de forma a dar resposta a todos os alunos, face às suas necessidades!
Espero que tenha respondido à tua questão!
Tânia


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