Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012
Olá!
Achámos importante partilhar com vocês uma situação de gestão de conflitos que sucedeu esta semana. A estratégia da educadora pareceu-nos muito interessante e eficaz, no entanto se fossemos nós a resolver a situação, devido à nossa inexperiência, poderiam surgir muitas dificuldades.
Estava a decorrer uma atividade de grande grupo quando um dos meninos chamou a uma colega “cabeça de porco”. Nesse momento os adultos da sala não se aperceberam do sucedido, só se deram conta quando a menina a quem foi dirigido o comentário começou a chorar. Quando questionada acerca do motivo pelo qual estava a chorar, a criança respondeu -“Ele chamou-me cabeça de porco”. Primeiramente a educadora focou a sua atenção na menina, perguntando-lhe se ela achava que tinha cabeça de porco, ao qual a menina respondeu negativamente. Desta forma a educadora conseguiu que a criança parasse de chorar e percebesse que aquelas palavras não tinham fundamento. Com o ambiente mais calmo, focou a sua atenção no menino que ofendeu, dizendo –“achas mesmo que ela tem cara de porco?, sabes o que é uma cara de porco? Ela tem orelhas e focinho de porco?” às quais ele respondeu sempre negativamente. Posto isto, a educadora decidiu alargar estas questões ao grupo, recorrendo à capa do livro “Os três porquinhos”, passando-o por todos. No final colocou a questão “o que acham? A cara dela (menina) é parecida com a cara dos porquinhos desta história?” e todos responderam que não. De forma prática e adequada às crianças, a educadora proporcionou um momento de reflexão fundamental para a desconstrução da afirmação do menino, demonstrando a incoerência de tal atitude.
Já vos aconteceu algo semelhante que queiram partilhar? Ou têm outra sugestão para a resolução do conflito.
Beijinhos
Inês e Ana
publicado por
isca3534 às 19:21
editado por inessilva em 20/11/2012 às 18:51


Olá meninas,
realmente há coisas que aprendemos com a experiência... Gostei muito da forma como a educadora lidou com a situação porque conseguiu explicar de forma lógica às crianças o porquê desse comentário não fazer sentido, refletindo, não só com os intervenientes, mas com o grupo todo. Continuação de boa prática!
Sónia S.
Boa tarde :)
É de facto importante aprendermos com boas práticas e falar com as crianças de forma calma, clara e sincera é crucial para que as crianças se sintam compreendidas e respeitadas.
Continuação de boa prática,
Filipa
Boa noite meninas!
Foi sem dúvida alguma uma muito boa abordagem perante a situação que ocorreu. Gostei muito e espero lembrar-me desta vossa partilha num próximo conflito que ocorra na sala de Jardim de Infância onde estou a desenvolver a minha prática pedagógica.
Na minha opinião, algo que eu faria, pois já tive a possibilidade de colocar em prática, seria a primeira abordagem, "perguntando-lhe se ela achava que tinha cabeça de porco", mas todo o resto nunca me passaria pela cabeça, muito menos o facto de pegar no livro infantil "Os três porquinhos" e através da sua exploração resolver o conflito.
Espero, muito sinceramente, que consigamos atingir rapidamente a experiência necessária para conseguirmos ter este tipo de reação perante situações destas que se tornam numa dor de cabeça para nós neste momento da nossa vida. :)
Obrigada pela partilha. A informação aqui partilhada não será, de certeza, esquecida nos nossos futuros dias de estágio, assim como, de um modo geral, no nosso futuro profissional.
Beijinhos e bom trabalho
Sara
Olá Inês e Ana!
A abordagem da educadora é, de facto fantástica, no sentido em que relativiza a acusação do menino e a “desfundamenta” perante todos!
Apenas introduziríamos a questão de ser importante a criança verbalizar o que sentiu ao ser chamada “cabeça de porco”, podendo a educadora questionar “Gostaste quando ele te chamou cabeça de porco?” Assim, todos ficariam a saber que aquele comportamento magoa o outro.
Bom trabalho!
Alexandra e Ana Catarina
Olá meninas!
A meu ver a atitude da educadora é resultado da prática que já tem e, como vocês disseram e muito bem, se fosse uma de nós a resolver a situação teriam surgido de certeza bastantes dificuldades.
A atitude que a educadora tomou em relação à menina, ao menino e ao grupo de crianças em geral foi a correta e pela vossa descrição resultou e muito bem.
Continuação de bom trabalho!
Ana Pombeiro
Olá meninas!
Não, de facto tal não nos aconteceu... O máximo que já nos aconteceu é uma das crianças chamar "chinesa" a uma criança oriunda da china, ainda que nascida em Portugal. Mas, tal como no vosso caso, com uma pequena intervenção por parte de um adulto, tudo regressou à normalidade, pois somos todos iguais, mas todos diferentes e é fundamental que as crianças aprendam a saber respeitar as diferenças.
Obrigado por partilharem a vossa gestão de conflitos connosco.
Continuação de boas práticas.
Beijinho,
Ana Cláudia
Olá meninas!
Sem dúvida alguma que é importante partilharmos experiências que cada uma de nós vivencia ao longo do nosso estágio.
Foi interessante a atitude da educadora na resolução do conflito entre as crianças. Esta não se limitou a repreender a criança mas, proporcionou um momento de reflexão com todas as crianças, levando-as a concluir que aquela atitude não foi a mais correta.
Considero a partilha desta experiência positiva na medida em que na minha opinião, foi uma boa estratégia que no futuro poderá servir para aplicar numa situação identica.
Obrigada pela partilha, estamos sempre a aprender!!!
Bom trabalho
Beijinhos***
Ana Filipa Fernandes
Olá meninas.
Consideramos que a estratégia aplicada pela educadora foi sem dúvida a mais adequada. Tal como a Sara disse, nós também começaríamos por perguntar à criança se ela tinha cara de porco, mas não nos lembraríamos de ir procurar um livro para esclarecer isso. O mais importante foi o facto da educadora não se limitar a chamar a atenção da criança para o nome que ela chamou, mas sim estender ao grupo essa questão e assim proporcionar uma partilha de conhecimentos.
Continuação de bom trabalho!
Beijinhos
Ana Lisete e Ana Margarida
Olá meninas.
Consideramos que a estratégia aplicada pela educadora foi sem dúvida a mais adequada. Tal como a Sara disse, nós também começaríamos por perguntar à criança se ela tinha cara de porco, mas não nos lembraríamos de ir procurar um livro para esclarecer isso. O mais importante foi o facto da educadora não se limitar a chamar a atenção da criança para o nome que ela chamou, mas sim estender ao grupo essa questão e assim proporcionar uma partilha de conhecimentos.
Continuação de bom trabalho!
Beijinhos
Ana Lisete e Ana Margarida
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