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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
PPS - Situação constrangedora!

Olá a todas.

No nosso contexto de prática pedagógica, ontem surgiu-nos uma situação, a qual gostaríamos de partilhar com vocês e ouvir as vossas opiniões.

Numa lógica de introdução do nosso projeto de seminário apresentámos às crianças uma menina com uma fotogria real, mas com um nome por nós (estagiárias) inventado que, por sua vez, seria amiga de uma lagartinha apresentada já no início do estágio (nossa mascote).

Neste sentido, a menina amiga da lagartinha, como mora em África comunica com a sua amiga enviando-lhe algumas histórias e canções para ela apresentar às crianças.

Mas, acontece que, uma criança nos questionou se a menina apresentada existia mesmo e se se chamava Handa, visto que a lagartinha é um boneco e nunca poderia falar com a menina.

Perante isto, ficámos na dúvida se deveríamos manter a versão imaginária e insistir na ideia apresentada, indo até ao encontro dos amigos imaginários que muitas crianças criam, ou se contaríamos a "verdade" e acabássemos com a  ideia da amizade entre ambas.

 

Como reagiriam vocês?

O que seria mais adequado?

 

Contamos com a vossa opinião.

Boa semana,

Cláudia e Sara :)



publicado por claudia-rosa às 16:50

11

De soniamaia a 6 de Novembro de 2012 às 17:24
Olá meninas!

Consideramos que o mundo imaginário é importante para as crianças. Como tal, poderiam dizer que a Handa é um personagem de uma história que "ganha" vida da mesma forma que a lagartinha (mascote)...
Podem até contar a história "A surpresa de Handa" indo ao encontro da existência da mesma (Handa).

Esperamos que tenha ajudado

Beijos
Sónia e Cristiana



De mjoao a 6 de Novembro de 2012 às 19:18
Viva!
Não discordando da proposta da dupla Sónia e Cristiana, o que me surpreendeu foi considerarem a situação de constrangedora. Querem explicar melhor?
Ora contem!
MJL


De Cláudia Rosa a 6 de Novembro de 2012 às 22:10
Interpretámos a situação como constrangedora pela simples razão que não soubemos de imediato como agir e dar resposta à criança em questão.
Realmente, estas situações enriquecem-nos muito, mas nunca estamos preparadas para elas!

Cláudia Rosa


De isca3534 a 6 de Novembro de 2012 às 22:52
Olá!
Situações deste género acontecem frequentemente, porque nós, adultos gostamos de rebuscar a realidade, algumas vezes exagerando na verdade, outras mesmo criando histórias, com o objetivo de estimular a imaginação das crianças. Acho que fizeram muito bem em criar toda apresentação, de qualquer modo, penso que quando somos “descobertas” não devemos mentir, porque a criança vai perceber e ficará ainda mais confusa, além de que confia em nós. Mas entendo que a inesperada reação da criança possa criar dúvidas no adulto, em relação à posição a tomar.
beijinhos e bom trabalho!
Ana Gomes


De amramos a 7 de Novembro de 2012 às 23:29
Olá!
Pois, talvez tenha sido uma situação que não estivessem à espera, mas classificá-la de constrangedora, será duro demais...
A observação que a criança fez, talvez tenha vindo do facto de ela ter percebido que a imagem que mostraram era de alguém real e que, portanto, não fazia sentido que os bonecos - objetos não reais - falassem com ela .... Até tem razão!
Para a questão que colocaram, na minha opinião, seria de conversar com as crianças, honestamente, explicando que "vamos fazer um jogo de faz de conta. E então, faz de conta que..." E elas entram na dinâmica do jogo e entregar-se-ão às vossas propostas, com certeza.

Beijinhos e bom trabalho!


De AnaGama a 8 de Novembro de 2012 às 14:32
Boa tarde,
Após a leitura do vosso post e dos comentários gostaríamos de expressar a nossa opinião, esperando que sirva de ajuda.
Concordamos com a solução apresentada pela Alexandra, pois se a menina demonstrou a capacidade de identificar que algo não batia certo, não devem continuar a ocultar a verdade. Se queremos incutir nas crianças a sinceridade e que a verdade deve ser sempre dita, esse princípio deve partir também de nós. Achamos que devem explicar a situação a todo o grupo. Contudo, para não anularem o pensamento imaginário das crianças com esta verdade poderiam criar outra situação que o potenciasse, como por exemplo, pegarem nos elementos desta situação (a menina que vive em África, a lagarta) e pedirem-lhes que criem uma história com estes aspetos (o que é que a menina e lagarta poderiam fazer para se encontrarem).
Depois de terem contado a verdade sobre esta situação às crianças poderiam pedir-lhes opiniões para a resolver. Por exemplo, se elas queriam continuar com o sistema de contextualização de histórias e músicas com a menina e a lagarta ou não. Em caso positivo, levá-los-iam a pensar sobre se seria correto ou não continuarem com a imagem real da menina ou se seria melhor um desenho de uma menina.
Nós compreendemos o vosso sentimento de constrangimento. Foi um momento e comentário inesperado e possivelmente que vocês não teriam pensado que poderia surgir e por isso sentiram-se um pouco constrangidas sem saber como agir. Somos pessoas diferentes, com experiências diferentes e por isso reagimos e sentimos as mesmas situações de diversas formas. Se calhar, para outras colegas, a situação não seria tão constrangedora como vocês a sentiram, mas é com este tipo de situações que vamos evoluindo e ganhando “estofo”. Neste sentido, gostaríamos de saber o que disseram à menina naquele momento.
bjnhs
Lisete e Margarida


De anagama a 8 de Novembro de 2012 às 14:35
Boa tarde,
Após a leitura do vosso post e dos comentários gostaríamos de expressar a nossa opinião, esperando que sirva de ajuda.
Concordamos com a solução apresentada pela Alexandra, pois se a menina demonstrou a capacidade de identificar que algo não batia certo, não devem continuar a ocultar a verdade. Se queremos incutir nas crianças a sinceridade e que a verdade deve ser sempre dita, esse princípio deve partir também de nós. Achamos que devem explicar a situação a todo o grupo. Contudo, para não anularem o pensamento imaginário das crianças com esta verdade poderiam criar outra situação que o potenciasse, como por exemplo, pegarem nos elementos desta situação (a menina que vive em África, a lagarta) e pedirem-lhes que criem uma história com estes aspetos (o que é que a menina e lagarta poderiam fazer para se encontrarem).
Depois de terem contado a verdade sobre esta situação às crianças poderiam pedir-lhes opiniões para a resolver. Por exemplo, se elas queriam continuar com o sistema de contextualização de histórias e músicas com a menina e a lagarta ou não. Em caso positivo, levá-los-iam a pensar sobre se seria correto ou não continuarem com a imagem real da menina ou se seria melhor um desenho de uma menina.
Nós compreendemos o vosso sentimento de constrangimento. Foi um momento e comentário inesperado e possivelmente que vocês não teriam pensado que poderia surgir e por isso sentiram-se um pouco constrangidas sem saber como agir. Somos pessoas diferentes, com experiências diferentes e por isso reagimos e sentimos as mesmas situações de diversas formas. Se calhar, para outras colegas, a situação não seria tão constrangedora como vocês a sentiram, mas é com este tipo de situações que vamos evoluindo e ganhando “estofo”. Neste sentido, gostaríamos de saber o que disseram à menina naquele momento.
bjnhs
Margarida e Lisete


De anaafonso a 11 de Novembro de 2012 às 16:39
Boa tarde
Tal como a Margarida e a Lisete, acho que de forma nenhuma se deve anular o pensamento imaginativo da criança, portanto, após uma explicação relativamente ao uso de uma imagem verdadeira de uma menina, deveriam desenvolver uma atividade que potenciasse a imaginação das crianças, abordando um aspeto que tenha suscitado interesse das crianças, caso estas se mostrassem interessadas numa atividade desse gênero.
Como também noutros post’s já foi questionado, gostaria de saber porque se sentiram constrangidas e o que responderam à criança. Lembro-vos que esta atitude é um bom sinal, significa que a criança já distingue realidade de fantasia, uma competência por vezes tardiamente adquirida, que não impede, no entanto, o desenvolvimento da criatividade e da imaginação.
Esta situação, como outras que irão com certeza vivenciar, mostram-nos como temos de estar preparadas para lidar com perguntas e situações imprevistas, tentando reagir da melhor forma possível, com o intuito de saciar a curiosidade e o interesse das crianças.
Espero ler mais post’s vossos em breve, continuação de boas intervenções e boa sorte.


De Cláudia Rosa a 11 de Novembro de 2012 às 18:21
Olá ...

Agradecemos desde já os vossos comentários, pois têm-nos ajudado a ver as coisas de outra forma.

Perante tal situação, ficámos um pouco perplexas e acabámos por dizer à criança em questão que, logicamente, a menina era verdadeira, mas que a lagartinha, como podiam ver, era um boneco. Tentámos também justificar que queríamos trazer atividades dinâmicas para o grupo e que também demos aso à nossa imaginação.
Entretanto, também a educadora interviu e questionou as crianças se alguma delas tinha um amigo imaginário. Desta forma, se algum tivesse, veria o seu amigo imaginário como Handa (menina) via a lagartinha.

No entanto, temos consciência que a criança, que não é muito ligada à área do "faz-de-conta", não tem nenhum amigo imaginário.

Assim, sentimos que a criança ficou ainda um pouco confusa.

Contudo, vamos tentar adaptar algumas das vossas ideias aqui expostas para tentar resolver o conflito da criança.

Boa semana :)


De saraneves13 a 3 de Dezembro de 2012 às 20:25
Olá a todas.
Relativamente a esta situação, e após uma reflexão mais profunda sobre ação, achámos pertinente partilhar com vocês quais foram as nossas intervenções futuras. Aproveitando as ideias aqui lançadas, optámos mesmo por contar a história “A surpresa de Handa” de forma a introduzir o tema dos animais, trabalhado numa das semanas de prática pedagógica, fazendo a referência à existência da menina em questão e a toda a sua cultura evidenciada na história. De facto, a incerteza da entidade da menina Handa já não persistia, no entanto, a questão colocada era a verdadeira possibilidade de a lagartinha (boneco) conseguir falar com a Handa.
Neste sentido, decidimos dar razão à criança, frisando a ideia que na verdade a lagartinha nunca poderia falar com a Handa, pois os bonecos não falam. Mas, por outro lado, também a questionámos sobre as histórias contadas em que os animais falam e se isso seria mesmo possível, fazendo-a perceber a ideia de quê, no mundo das histórias, da fantasia, da imaginação, é possível que esta nossa lagartinha comunique com a menina, assim como nas histórias que ouvimos, onde aparecem animais que falam entre si, sendo impossível isto acontecer na realidade.
Foi sem dúvida uma situação que nos fez refletir, enriquecendo-nos ainda mais, pessoal e profissionalmente.

Cláudia e Sara


De silva-santos a 4 de Dezembro de 2012 às 20:16
Olá meninas!


De facto é situação complicada de abordar, pois por um lado queremos sempre manter a ideia do imaginário mas, por outro lado, quando questionadas e confrontadas pelas crianças sentimo-nos um pouco mal (e aí entendo o porquê de designarem a situação de constrangedora) por, de certa forma, não estarmos a ser verdadeiras com as crianças.
Contudo, penso que a ideia da Alexandra é uma boa solução "vamos fazer de conta que..." :)



Espero que o vosso estágio esteja a correr bem.



Beijinhos,
Ana Cláudia


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