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Terça-feira, 30 de Outubro de 2012
Definição do conceito "Comunidades de Aprendizagem"

 

O presente texto compreende um aprofundamento do conceito comunidades de aprendizagem. Nele pretende-se uma clarificação do mesmo bem como, de outros conceitos/termos que na literatura lhe estão associados, tais como, comunidade de aprendizagem online/virtual.

            Assegurar uma educação para todos é fazer da educação uma necessidade e uma tarefa de todos. A educação e a aprendizagem não devem ser consideradas como um fim em si mesmas, mas sim como condições essenciais para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos, por forma a combater a pobreza, a desigualdade social e a própria desigualdade educativa (Torres, 2002).

Importa considerar a educação e a aprendizagem da responsabilidade conjunta da comunidade local, regional e nacional, assim como dos indivíduos que convivem com as crianças e adolescentes. Como tal, considera-se que “é preciso toda uma aldeia para educar uma criança” (provérbio africano) criando-se assim o conceito de comunidade de aprendizagem (Torres, 2002).

De acordo com Freitas (2010) “uma comunidade de aprendizagem é uma organização social de pessoas que trabalham em conjunto, partilhando conhecimentos, atitudes e valores, para alcançar objetivos mútuos” (p. 15). O conceito de comunidade surge associado à proximidade do espaço, à partilha de interesses e objetivos, à troca de informações e opiniões, à colaboração e à cooperação entre os participantes.

Nestas comunidades, os indivíduos aprendem através da colaboração e da partilha de “conhecimentos e experiências de formas criativas, que fomentam novas abordagens dos problemas e da própria aprendizagem” (Afonso, 2009, p. 68). No dizer de Afonso (2009), “a colaboração pode ser considerada como a pedra basilar das comunidades na aprendizagem, na medida em que promove a construção social do conhecimento através da interação” (p. 70).

Uma vez que as comunidades são constituídas por grupos de pessoas o seu maior desafio é o de ser capaz de criar ambientes ricos que sejam propícios para uma aprendizagem individual e coletiva, onde cada um tem um papel fundamental na sua aprendizagem e na construção de espaços favoráveis ao desenvolvimento de conhecimento coletivo (Afonso, 2009). A comunidade aprendente torna-se então um meio para a construção de conhecimento sendo que os seus membros dependem uns dos outros para obter sucesso nas aprendizagens. É, por isso, necessário a valorização do trabalho individual em torno de uma aprendizagem coletiva.

O crescente avanço das tecnologias permitiu uma nova abordagem do conceito de comunidade de aprendizagem. Nesta, o espaço não deixa de existir, no entanto, assume um caráter virtual. Neste sentido, o conceito de comunidade de aprendizagem virtual “remete-nos para as oportunidades de aprendizagem que um conjunto de indivíduos vivencia num determinado ambiente online” (Costa, 2012, p. 61).

Uma comunidade de aprendizagem virtual é constituída por pessoas com objetivos partilhados que podem “discutir, construir redes e desenvolver o sentido de tolerância e respeito, em relação à opinião e argumento de outros” (Freitas, 2010, p. 15).

Segundo Gonçalves (2010), “as comunidades virtuais de aprendizagem são realizações típicas da inovação tecnológica e da apropriação do ciberespaço como ambiente para educação regular ou informal.” Segundo a autora, as comunidades de aprendizagem online ou presencial podem definir-se como “um projeto educativo partilhado por um grupo de pessoas que estabelecem um processo de aprendizagem para educar-se” (p. 154).

Ubon e Kimble (2003), citados por Freitas (2010), aludem para o facto de uma comunidade de aprendizagem online utilizar ferramentas tecnológicas para mediar a sua comunicação e interação social.

No dizer de Gonçalves (2010) as comunidades de aprendizagem criam-se e sobrevivem através das interações que os seus membros estabelecem entre si sendo que para a sua sobrevivência é fundamental a motivação dos mesmos e a disposição que têm para partilhar e cooperar com os outros (Haetinger, 2005, citado por Gonçalves, 2010). Segundo a autora, “as trocas de experiências, a motivação para tornar o grupo cada vez mais forte, parte da vontade das pessoas em compartilhar suas habilidades, curiosidades, conhecimentos, competências, estabelecer objetivos comuns e são imprescindíveis à consolidação dos grupos online” (p. 147) sendo que, sem isto as comunidades deixam de existir, logo não sobrevivem.

 


 

Referências Bibliográficas:

 

·         Afonso, A. (2009). A Gestão das Comunidades de Aprendizagem enquanto Geradoras de Contextos de Aprendizagem. Tese de Doutoramento não publicada. Coimbra: Universidade de Coimbra.

·         Costa, F. (2012). Comunidades virtuais de aprendizagem: traços, perspetivas de estudo e desafios às instituições educativas. Perspetivas, 1, 59-75.

·         Freitas, M. P. G. (2010). Interacção e utilização de serviços de comunicação em comunidades de aprendizagem. Dissertação de Mestrado não publicada. Aveiro: Universidade de Aveiro.

·         Gonçalves, C. (2010). O Desenvolvimento das Comunidades de Aprendizagem Online: Um Estudo de Caso na Formação de Professores no Amazonas. Tese de Doutoramento não publicada. Minho: Universidade do Minho.

·         Torres, R. M. (2002). A educação em função do desenvolvimento local e da aprendizagem. Pátio: Revista Pedagógica, 24, 22-25.


Cristiana Amorim e Sónia Maia


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publicado por soniamaia às 17:37

7

De mjoao a 30 de Outubro de 2012 às 19:54
Já dei os parabéns no comentário que deixei no "post" das vossas colegas mas reforço aqui.
Quanto ao vosso texto, dá para perceber que fizeram várias leituras e sabem usar com correção as normas de citação. Muito bem!
Tendo o texto sido disponibilizado depois do das vossas colegas, seria interessante que realçassem as diferenças. Por outras palavras, podiam ajudar os colegas a analisar que informação trazem de novo.
Fazendo um apanhado do entendimento de vários autores, não é claro que definição consideram mais completa ou faz mais sentido para o grupo e porquê. Outra questão, que a leitura do texto suscita, prende-se com o(s) cruzamento(s) entre as várias definições, ou seja, que aspetos existem em comum e quais os que as diferenciam?
Uma questão mais específica relaciona-se com uma afirmação que tanto este grupo como a dupla Ana e Dominique fazem quando referem que uma CoAp é uma organização social em que existe "partilha de conhecimento". Pergunto-me (remetendo a questão para todas) em que medida se pode partilhar conhecimento? Subjacente a esta inquietação está o conceito de conhecimento, como se desenvolve e representa... Ora vamos lá a colocar essas cabeçinhas pensadoras a carborar!!! Venham outros contributos para a discussão.


De soniamaia a 31 de Outubro de 2012 às 17:15
Boa tarde!

Respondendo ao comentário deixado pela docente, para a realização deste trabalho, considerámos pertinente iniciá-lo fazendo uma abordagem mais geral da educação como uma responsabilidade de todos criando-se uma lógica de comunidade de aprendizagem, partindo depois para a definição deste conceito. A partir desta definição emergiu um novo conceito "Comunidades de Aprendizagem Online".

Para além disto, consideramos que as definições dos vários autores citados se complementam, sendo que é esta complementaridade que permite uma melhor compreensão do conceito em questão.

Relativamente à pergunta "em que medida se pode partilhar conhecimento?" consideramos que este se constrói a partir da interação que o indivíduo desenvolve com os outros e com o meio que o rodeia. Assim sendo, a partilha de saberes entre os indivíduos de uma comunidade de aprendizagem deve permitir o desenvolvimento de conhecimento coletivo.

Beijos
Sónia e Cristiana


De mjoao a 6 de Novembro de 2012 às 19:56
Viva!
Obrigada por clarificarem as vossas opções no que respeita à maneira como organizaram o vosso texto e que fazem todo o sentido.
Não deixando de concordar com a ideia de que as definições apresentadas se complementam, penso que seria muito importante fazerem uma síntese dos aspetos comuns, por um lado, e dos aspetos que um ou outro autor "acrescentam" a definições anteriores. Pode ser a dupla Sónia e Cristiana a fazer este cruzamento ou outra. Que dizem?
Bom trabalho!
MJL


De dominique-carocho a 18 de Dezembro de 2012 às 17:14
Olá meninas,
Em primeiro lugar dizer-vos que o parágrafo inicial que apresentam é fundamental para o leitor conhecer aquilo que vão expor ao longo do texto. Parabéns.
Depois dizer que a definição de comunidade de aprendizagem que apresentam é relativamente clara e sucinta o que para mim se tornou uma mais valia, permitiu perceber muito bem a definição apesar de já a conhecer por ter trabalhado o mesmo tema.
Como afirmam sem dúvida que "O conceito de comunidade surge associado à proximidade do espaço, à partilha de interesses e objetivos, à troca de informações e opiniões, à colaboração e à cooperação entre os participantes." podemos comprovar isto através de todo o percurso que temos vivido neste blog. Partilhamos os mesmos objetivos, as mesmas informações, ajudamo-nos mutuamente, etc.
Para finalizar e quanto ao último parágrafo queria alertar-vos criticamente para o facto de que deviam refletir um pouco mais sobre se será que para a sobrevivência deste tipo de comunidades virtuais será apenas fundamental a motivação e a disposição que os membros têm? Reflitam.
beijinhos
Dominique


De cristiana-amorim a 30 de Dezembro de 2012 às 22:50
Olá Dominique!

Respondendo ao teu comentário consideramos que para a sobrevivência das comunidades de aprendizagem online a motivação e a disposição de cada um dos seus membros são fundamentais. Se os seus membros não tiverem dispostos a partilhar conhecimento com os restantes a comunidade não sobrevive. O mesmo acontece se não se sentirem motivados.
Contudo, existem outros fatores importantes para a sobrevivência das comunidades de aprendizagem online, nomeadamente a aceitação de regras.
Segundo Gonçalves (2010) é imprescindível existirem regras nas comunidades de aprendizagem online pois “a afirmação das comunidades virtuais depende das relações de aceitação das regras do grupo, do respeito à netiqueta do ciberespaço, uma vez que o processo de consolidação da confiança entre seus membros decorre da vontade das pessoas permanecerem juntas” (p. 147).
Além disto, é importante que haja um espírito de entreajuda entre os membros que constituem a comunidade por forma a que a construção de conhecimento seja mais favorável. Para tal, importa que os membros da comunidade saibam criticar de forma construtiva.

Beijinhos

Cristiana e Sónia


• Gonçalves, C. (2010). O Desenvolvimento das Comunidades de Aprendizagem Online: Um Estudo de Caso na Formação de Professores no Amazonas. Tese de Doutoramento não publicada. Minho: Universidade do Minho.


De inessilva a 30 de Janeiro de 2013 às 17:34
Tendo em consideração o comentário da Profª Maria João decidimos cruzar as ideias dos diferentes autores referidos no post em questão. Tal como já foi referido, somos da mesma opinião que apesar de partirem todos de uma base comum, complementam-se entre si. Essa complementaridade é conseguida através do acrescentar de novas ideias, que iremos mencionar.
Freitas (2010), acrescenta à definição de Torres (2002), o facto de a comunidade partilhar um objetivo comum, que envolve cooperação e colaboração.
Afonso (2009), acrescenta que a colaboração e partilha no seio de uma comunidade de aprendizagem, deve acrescentar algo de novo. Desta forma, é possível abordar os problemas de forma criativa. Realça também a importância de criar ambientes ricos que favoreçam a aprendizagem.
Costa (2012), menciona uma nova abordagem do conceito de comunidade de aprendizagem, destacando a importância das novas tecnologias.
Gonçalves (2010), acrescenta o facto de as comunidades de aprendizagens virtuais serem espaços para a educação informal e que para a sobrevivência da comunidade é fundamental motivação, disposição e vontade dos membros.
Como pudemos verificar, as ideias dos autores supramencionados não se anulam mas sim complementam-se e/ou reforçam-se. Com este comentário esperamos ter contribuído para o enriquecimento desta publicação.

Continuação de bom trabalho,
Inês Silva e Ana Gomes



De soniamaia a 31 de Janeiro de 2013 às 19:26
Olá Inês e Ana!
Obrigada pelo comentário que deixaram que demonstra uma análise aprofundada do nosso post.
Concordamos com a análise que fizeram do nosso post cruzando as ideias dos diferentes autores referidos. Tal como já referimos anteriormente e vocês reforçaram no vosso comentário as definições dos vários autores citados complementam-se entre si, sendo que cada um deles reforça ideias de outros ou acrescenta novas ideias importantes. Esta complementaridade permite ao leitor uma melhor compreensão do tema em questão.
No entanto, consideramos que o comentário deixado pela Prof.ª Maria João tinha o objetivo de haver um cruzamento entre este post e o post das colegas Dominique e Ana Filipa, dado que o tema abordado é o mesmo. Desta forma, pretendia-se a análise de ambos os trabalhos no sentido de percebermos que informações trazem de novo.
Neste sentido, aludimos para a leitura do post “Síntese – Comunidades de Aprendizagem Online” (http://gcoa-online.blogs.ua.sapo.pt/30434.html) que compreende uma pequena síntese relativa aos post´s colocados por nós (Sónia e Cristiana) e pela díade Dominique e Ana Filipa em que se pretendia a definição do conceito de Comunidades de Aprendizagem Online.

Continuação de bom trabalho!
Sónia e Cristiana


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