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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012
Halloween

Olá educadores ...

Espero que as vossas intervenções estejam a correr da melhor forma.

A próxima semana terá muitas emoções .. Não é verdade?

A nossa (minha e da Sara) terá algumas traquinisses e ainda acabará com um docinho para deixar as crianças curiosas para saberem um pouco mais da origem do Halloween.

Como será a vossa?

 

Cumprimentos a todas,

Cláudia Rosa



publicado por claudia-rosa às 18:44

De coutinho-pereira a 31 de Janeiro de 2013 às 16:34
Ainda não tinha lido todos os comentários deste post e devo dizer que depois de lê-los e de ver também o artigo sugerido pela professora tinha que comentar =)
Realmente, penso que é uma situação um pouco ambígua.
Por um lado, julgo que esta tradição, não sendo nossa, pode ser celebrada servindo de mote ao trabalho sobre culturas. Considero que este trabalho é importante, pois ao conhecerem diferentes culturas aprenderão, entre outras coisas, a respeitar a diferença, e por isso fomenta-se o respeito pelo outro, seja o outro quem for.
Contudo, também acho que como educadores devemos questionar sempre, sobretudo questionar-nos a nós próprios, perguntando sempre "porque é que vou fazer assim em vez de fazer assado? Será que é melhor assim ou assado? E porquê?".
Neste caso, perguntaria às minhas colegas qual o objetivo de festejarem o Halloween, para trabalhar uma cultura diferente? Porque as crianças demonstraram curiosidade? Ou por outros motivos?
Coloco uma questão, em relação ao Halloween e mesmo em relação a outras festividades, como o dia da mãe e do pai, Será que faz sentido para um educador assinalar e festejar estas datas? Porquê fazê-lo? Porque é tradição e todos o fazem?
Eu penso que só podemos decidir quando estamos num contexto específico, percebendo se faz ou não sentido, e optando por estratégias adequadas, se for ao encontro dos interesses e necessidades das crianças. Mas atenção, ir ao encontro dos interesses das crianças não é fazer tudo o que elas querem, mas sim estimular nelas aquilo que deve ser estimulado.
Penso que é importante o que diz Neufeld no seu artigo. Enquanto o lia foi quase como uma retrospetiva pelo meu percurso, pois uma das minhas maiores reflexões neste ano de estágio que terminou foi sobre a autoridade e o papel do professor. E dentro deste assunto pensei especificamente sobre a importância de dizer não, tendo em conta situações da prática: “Muitas vezes é necessário, diria mesmo, muito importante, dizer não. Pela sua vida social, pessoal e profissional, as crianças (futuros adultos, futuros cidadãos), encontrarão muitas contrariedades, e o não é fundamental para que compreendam que nem sempre podem ter ou fazer aquilo que desejam, até porque nem sempre o que desejam é o mais adequado, apesar de por vezes ainda não o saberem. Estão ainda a aprender a ser, entre outras coisas, a estar, a agir, a interagir. Tal como nós, que também continuamos a aprender a ser, pessoas e educadores. Na prática, sentimos frequentemente a necessidade de lhes dizer não. Quando surge algum conflito; quando iniciam uma birra devido a alguns sentimentos que ainda não sabem canalizar da melhor forma; quando querem realizar alguma ação pouco oportuna, como ir à casa de banho nos momentos de grande grupo para escapar às atividades, ou a dificuldade em ouvirem cada um na sua vez. São algumas das situações em que, por vezes, temos de dizer não. Alguns lidam melhor com ele do que outros, mas pretendemos que aprendam a faze-lo cada vez melhor.” (retirado da minha reflexão intermédia do último semestre)
Qual a vossa opinião sobre esta ideia? Acham que o não é importante? Porquê?

Esta ideia não significa que não concordo que se festeje esta data, assim como outras. Acho é que depende de muitos fatores, e deve haver alguma razão.
Gostaria de saber melhor o que fizeram com os vossos meninos, o que conversaram com eles, que atividades lhes propuseram e como correram?

Continuação de boas reflexões,
Joana


De claudia-rosa a 2 de Fevereiro de 2013 às 10:42
Bom dia Joana.

Devemos dizer que o teu comentário foi muito pertinente e que demonstra alguma maturidade como educadora.

De todo que consideramos um "não" muito importante. Como tu própria referiste, as crianças ao longo da vida vão-se deparar com muitas contrariedades e situações que podem não gostar, mas às quais não poderão fugir, como por exemplo assistir a uma aula da disciplina que menos gosta durante algumas horas. Pronto ... Talvez este exemplo não seja o melhor, visto que aí também é a nossa atitude de professor que está em causa, devendo-nos esforçar para dinamizar a aula de forma a motivar as crianças. No entanto, há sempre situações que não agradam tanto a todas as crianças e é aí que uma contrariedade vai estar presente. Afinal de contas, "a vida não é um mar de rosas", não é verdade? Mas, ao longo da nossa vida vamo-nos apercebendo que, bons ou maus, todos os momentos são importantes. Devemos sempre ver o lado positivo das coisas, nem que estes sirvam apenas para aprendermos e amadurecermos.

Contudo, considerámos importante aproveitar este interesse das crianças pelo halloween e por tudo o que envolve esta época para introduzir o nosso projeto de intervenção que se prendia com alguma sensibilização à diversidade linguística e cultural.

Relativamente às atividades que realizámos no âmbito desta temática, fizemos primeiramente uma apresentação em power point em que pudemos também estabelecer um diálogo com as crianças sobre a origem do halloween, aproveitando esta também para observarmos um mapa para localizamos o país de origem desta data festiva (EUA).
Para além disso, foi aqui que também frisámos o facto desta festividade não ser tradicional do nosso país. O que aconteceu realmente foi que considerámos algumas das suas tradições divertidas e acabámos por as adaptar e "copiar".
Outra das aividades que proporcionámos foi também uma sensibilização ao uso das máscaras e outros adereços que fazem parte do Halloween. Como temos consciência, muitas crianças se assustam com as máscaras usadas e com outros elelmentos caraterísticos desta data, como é o exemplo das aranhas, dos esqueletos, dos acastelos assombrados. Assim, levámos até às crianças alguns adereços para que as crianças pudessem manipular de forma a se aperceberem que são apenas objetos e que por trás de uma máscara existe uma pessoa como eles.

Posto isto, esperamos que tenhamos respondido às vossas questões.
Obrigado pela vossa interação.

Continuação de um bom trabalho,
Cláudia e Sara



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